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Sai Idália entra Diamantino

Vereadora da Câmara de Santarém prefere lugar de deputada e é substituída por crítico de Rui Barreiro

A vereadora socialista Idália Moniz vai ocupar a sua cadeira na Assembleia da República, abrindo vaga no executivo da Câmara de Santarém para Diamantino Duarte, um crítico de Rui Barreiro.

Edição de 09.03.2005 | Política
A vereadora socialista da Câmara de Santarém Idália Moniz suspendeu segunda-feira as funções autárquicas para assumir o mandato de deputada à Assembleia da República para que foi eleita, nas legislativas de 20 de Fevereiro. Idália Moniz justificou a sua opção por entender que não devia acumular os dois cargos, abrindo caminho à sua substituição.A autarca deve dar lugar no executivo municipal ao nome seguinte da lista socialista, Diamantino Duarte, que já no decorrer do actual mandato se incompatibilizou politicamente com o seu camarada e presidente da câmara Rui Barreiro.Na segunda-feira, dia em que foi votada por unanimidade na reunião do executivo a suspensão de mandato de Idália Moniz, Diamantino Duarte ainda não havia sido contactado, nem mesmo informalmente, acerca da possibilidade de assumir funções na vereação.Diamantino Duarte disse ao nosso jornal que ia aguardar pela convocatória para substituir Idália Moniz na câmara e que, em princípio, iria tomar posse. “Sou militante do PS há muito tempo e, como tal, tenho direitos e obrigações”, afirmou. Mas antes pretende auscultar a família e o grupo de socialistas que concorreu às eleições para a concelhia de Santarém do PS e que perdeu para a lista do vice-presidente da câmara Manuel Afonso.Certo é que não vai haver pelouros para o novo vereador, ficando Rui Barreiro, Manuel Afonso e Joaquim Neto a assegurar a gestão política da autarquia. Não só porque Diamantino Duarte desempenha funções de administrador-delegado da Resitejo – associação de municípios que tutela o aterro sanitário da Chamusca –, de que não estará interessado em abdicar, mas também porque não é crível que o presidente da autarquia o convidasse para tutelar determinadas áreas.O posicionamento de Diamantino no executivo é outra das incógnitas. A existência de conflitos no seio da equipa so-cialista a pouco mais de meio ano das próximas eleições autárquicas seria um trunfo para a concorrência. Para mais tendo em conta que o PS já governa em situação de maioria relativa. Os socialistas têm quatro elementos na câmara, contra cinco da oposição – 3 PSD e 2 CDU.Além disso as experiências vividas em anteriores mandatos pela maioria socialista - em que o então presidente José Miguel Noras se incompatibilizou politicamente com os vereadores Rui Barreiro, Raul Violante e Luís Fé de Pinho – ainda está fresca na memória das hostes socialistas. E fragilizar a relação entre militantes no seio do executivo é a última coisa que os entusiastas da recandidatura de Rui Barreiro devem querer.Recorde-se que o potencial novo vereador é presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Santarém, tendo aproveitado a última cerimónia de aniversário da corporação para criticar violentamente a falta de apoio da câmara aos bombeiros. Rui Barreiro, que estava presente, não gostou do que ouviu e abandonou a cerimónia a meio perante o desconforto de muitos dos presentes.Na hora da despedida, Idália Moniz fez um balanço do seu mandato à frente de áreas como a cultura e a acção social, salientando eventos como o ciclo de concertos de música erudita nas freguesias rurais, os espectáculos de dança contemporânea, a feira do livro, a criação da associação Artemrede, a elaboração do plano gerontológico municipal ou a criação do gabinete de apoio aos imigrantes e minorias étnicas.João Calhaz

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