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Telemóveis ficam caros

Oposição na Câmara de Santarém contra gastos exagerados em chamadas
Edição de 09.03.2005 | Política
O valor gasto em chamadas feitas pelos telemóveis de alguns técnicos e assessores da Câmara de Santarém levou o vereador do PSD Ramiro Matos a sugerir, na reunião do executivo de segunda-feira, a criação de um regulamento interno que discipline o uso dos telefones móveis de serviço.O vereador da oposição havia requerido há cerca de um mês informação sobre os gastos decorrentes da utilização de telemóveis e com os dados que lhe foram fornecidos ficou a saber que a autarquia gastou cerca de 40 mil euros em 2004. Um valor que considera exagerado.Ramiro Matos lembrou de forma crítica que existem dezasseis aparelhos com consumos anuais superiores a mil euros. E se afirmou compreender que os telemóveis dos vereadores com pelouros e do presidente tenham contas acima da média, declarou “não entender tão bem” que alguns técnicos ou pessoal de nomeação política gastem tanto em telecomunicações.“Há telefones afectos a viaturas com montantes consideráveis de chamadas por mês. Acho que com medidas correctivas pode-se poupar dinheiro para aplicar melhor noutras áreas”, defendeu Ramiro Matos.Atendendo à situação financeira da câmara, o vereador social-democrata sugeriu que sejam estabelecidos valores mensais máximos para gastar. Caso sejam ultrapassados esses limites os utilizadores devem pagar o valor remanescente do seu bolso.Uma solução que mereceu a concordância do vereador da CDU José Marcelino que, praticamente desde o início do mandato, andava a pedir informações sobre os gastos com telecomunicações. O autarca, que é gerente bancário, exemplificou que esse sistema é utilizado na empresa em que trabalha e que é importante para algumas pessoas terem a noção de que estão a gastar a mais.No entanto, não ficou nada definido quanto à aplicação concreta de mecanismos de controlo. O presidente da câmara, Rui Barreiro (PS), declarou que a situação pode melhorar com as medidas de controlo interno decorrentes da recente reestruturação orgânica da autarquia.

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