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Milhares disseram sim à vida

Milhares disseram sim à vida

Em Coruche
Edição de 09.03.2005 | Sociedade
Mais de 60 equipas de Coruche, compostas por pessoas de várias faixas etárias, trocaram os últimos cinco meses e o passado sábado soalheiro para se solidarizarem e pedirem o apoio de todos na luta contra o cancro. No pavilhão de exposições da vila as equipas montaram 61 stands para venda dos mais diversos artigos, que reverteram a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Bolos e doces confeccionados por donas de casa, quadros alusivos ao mundo taurino, fruta, artesanato, entre muitas outras coisas.Ao meio da tenda, uma torta gigante com 21 metros de comprimento destacava-se das demais. A equipa Sorriso, composta por professoras aposentadas, esmerou-se na venda de fatias a 50 cêntimos cada. “A Liga dos Panificadores de Coruche confeccionou a torta que recebeu quase mil ovos dos Aviários de Santa Cita e da Armovos e Manuel Dias, 60 quilos de açúcar da Caixa Agrícola de Coruche e farinha a preceito”, explicou Ana Flausino. A Associação dos Forcados Amadores de Coruche montou um mini-talho com carne de cinco touros cedida por cinco ganadarias do concelho (Lopes Branco Herdeiros, António Silva, Cunhal Patrício Herdeiros, David Ribeiro Telles e Falé Filipe), aquando da corrida do fim-de-semana anterior.Os primos Alfredo e Paulo Tomás tomaram conta das operações com a esperança de, ao fim do dia, terem toda a carne vendida. Bife, rosbife, alcatra, aba, havia um pouco de tudo da saborosa carne de touro bravo a preços de mercado, “porque a causa o exige”. Maria de Lurdes Sousa acabava de comprar uma peça de aba porque, “além que ser uma carne muito saborosa também contribuo para uma causa nobre”.As botas de Simão Sabrosa, uma camisola do Benfica assinada por todos os jogadores, a primeira camisola do Santa Justa, com 50 anos, e o esférico de pré-época do primeiro campeonato do Sporting após 18 anos de jejum foram alguns dos chamarizes da Estalagem do Sorraia. A equipa de Santa Justa, composta por senhoras e liderada pela empresária Fernanda Teles tinha ainda arroz doce, tarte e bolos para vender. Após a abertura, pelas 10h30, iniciou-se a Volta dos Sobreviventes, destinada a todos quantos passaram pela doença, ainda padecem dela ou a familiares e amigos que viveram de perto as situações. Um momento emocionante de deixou muitos de lágrimas no rosto. Até às duas horas da madrugada não faltaram motivos para se passar um dia divertido e solidário. O campeão do acordeão Tiago Pirralho arrancou com a animação, bem acompanhado por ranchos folclóricos do concelho, tunas e muitos artistas.A Força Aérea Portuguesa criou um simulador de voo no pavilhão gimnodesportivo, cadeira de desorientação espacial, e exibição de cães de guerra. A par de um mega restaurante montado na praça de touros, espaços infantis e até salão de massagens, cabeleireiro e estética no pavilhão. A noite ficou marcada pela cerimónia das luminárias em homenagem aos que sofreram pela doença, com milhares de velas acesas no exterior, cada qual com o nome de uma pessoa. Até sábado, fruto de várias acções de cinco meses, o projecto conseguiu arrecadar cerca de 150 mil euros.Rita Teles Branco, coordenadora local do projecto, não escondia a satisfação pela forma como tudo estava a correr, com expectativas largamente superadas. “Este projecto nasceu nos Estados Unidos e em comunidades pequenas apenas reuniu 20 equipas, enquanto em Coruche conseguimos 61”, comparou.Ela própria uma sobrevivente a dois grandes sustos há cerca de 18 anos, defende que a prevenção e vigilância são atitudes chave para que se acabe com os preconceitos que levam a que milhares de pessoas não façam os rastreios.
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