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Nova ETAR pode ser solução

Nova ETAR pode ser solução

Técnico apresenta propostas para resolver sobrecarga da estação de tratamento que serve Almeirim e Alpiarça

A Estação de Tratamento de Águas Residuais intermunicipal Almeirim/Alpiarça precisa de aumentar a sua eficiência de tratamento em 40 por cento. Uma das soluções pode ser a construção de uma nova estação para reforçar a capacidade da actual, que tem quatro anos.

Edição de 09.03.2005 | Sociedade
A construção de mais uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para tratar os esgotos de Almeirim e Alpiarça é uma das soluções apontadas para resolver os problemas de sobrecarga da actual ETAR. A proposta faz parte de um documento elaborado pelo técnico da Câmara de Almeirim que acompanha o funcionamento do equipamento situado no Frade de Baixo. O engenheiro António Rocha Pinto indica outras ideias num documento a que O MIRANTE teve acesso. Antes de se chegar a essa situação, que o técnico considera ser o último recurso, podem ser tentadas outras soluções que passam pela criação de mais uma ou duas lagoas de maturação. O arejamento por ar comprimido das lagoas é outra das hipóteses em avaliação. Qualquer que seja a solução escolhida, esta terá que aumentar a capacidade de eficiência da ETAR em cerca de 70 por cento. Pelas contas do técnico é necessário um aumento da capacidade em 40 por cento para atingir o normal funcionamento e 30 por cento de folga a 15 anos. Recorde-se que a questão da sobrecarga da ETAR tinha sido levantada por O MIRANTE na edição de 24 de Fevereiro. Na altura o presidente da Câmara de Almeirim, José Sousa Gomes (PS), confirmava que a sobrecarga da estação está relacionada com ligações clandestinas de esgotos. Devido à sobrecarga estão a ser lançadas águas poluídas para a vala de Alpiarça, pondo em causa a limpeza do curso de água que custou 1,5 milhões de euros há quatro anos. Lembre-se que a ETAR entrou em funcionamento em Novembro de 2000. Segundo o técnico, o caudal de ponta estava previsto ser atingido só em 2010, mas actualmente só Almeirim já atinge esse limiar. O medidor de caudal da estação elevatória da cidade indica um caudal médio diário de 3.183,84 metros cúbicos por dia. Extrapolando estas contas para as outras duas estações elevatórias (Alpiarça e Frade de Baixo, que bombeia os esgotos de Fazendas de Almeirim) conclui-se que os caudais foram subavaliados em 40 por cento no mínimo.Rocha Pinto alerta para o facto da estação elevatória de Almeirim estar a funcionar no limite. Situação que está prestes a ser atingida pelos outros dois sistemas de bombagem de efluentes. Propõe por isso uma revisão de todo o sistema de emissários que poderá levar à execução de novos equipamentos elevatórios. O técnico aponta a sua localização para a zona norte de Almeirim e Zona Industrial de Alpiarça. Acrescenta ainda que as bombas da estação de Frade de Baixo devem ser reforçadas e aconselha a substituição da conduta elevatória que serve Fazendas de Almeirim. Para o engenheiro da autarquia o principal problema tem a ver com as quantidades de efluentes lançadas nos esgotos. Segundo explicou, 80 por cento da água fornecida à população vai parar às condutas de efluentes domésticos. Em média, o consumo de água numa cidade média é de 120 litros de água por habitação por dia. Mas em Almeirim esse rácio sobe para 200 litros e no Verão chega aos 400. No entender de Rocha Pinto essa situação deve-se ao facto de se estar numa povoação semi-rural, onde grande parte da população possui poços e furos artesianos. A água que provém dessas captações acaba por ir parar à rede de esgotos.
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