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Obras até ao Verão

Obras até ao Verão

Intervenção no Largo Cândido dos Reis, em Santarém, sofreu atraso de alguns meses

As obras no largo Cândido dos Reis, no centro de Santarém, vão durar até ao Verão. Oito meses após o início dos trabalhos, a câmara diz que vai tomar medidas há muito reclamadas para minimizar os transtornos para os peões e automobilistas que circulam na zona.

Edição de 09.03.2005 | Sociedade
A empreitada de requalificação do Largo Cândido dos Reis, em Santarém, só deve estar terminada no próximo Verão, significando um atraso de vários meses numa obra cujos incómodos e estrangulamentos de trânsito o presidente da câmara promete corrigir em breve.O estado em que se encontram os passeios, a aguardar calcetamento há meses, e a forma como se faz o atravessamento dos peões e a própria circulação automóvel têm gerado fortes críticas quer da população quer de vereadores da oposição no executivo camarário.O Largo Cândido dos Reis, onde foi construída a polémica rotunda em formato oval, é uma das mais importantes placas de distribuição de trânsito da cidade, com tráfego habitualmente intenso. A proximidade do centro histórico e o facto de ali se situar a única estação de correios da cidade e um centro comercial agrava os problemas.O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Rui Barreiro (PS), disse à Agência Lusa que para esta semana está prevista uma reunião no local entre os técnicos da autarquia e a equipa que fez o projecto, para serem feitas correcções à situação actual.Contudo, o calcetamento dos passeios vai ter de aguardar pelo fim dos trabalhos arqueológicos que têm acompanhado as obras neste largo.Isto porque, diz o autarca, o calcetamento só vai ser feito depois da instalação dos sistemas de electricidade (para os candeeiros) e de rega (para as árvores), o que, disse, “tem de ser feito em todos os passeios ao mesmo tempo”.“O atraso provocado pelos achados arqueológicos numa ponta de um passeio acaba por atrasar todo o largo e só quando forem concluídas as obras de rega e de iluminação será possível fazer a empreitada da calçada”, disse o autarca à Lusa.A própria circulação automóvel tem encontrado problemas na rotunda, entretanto baptizada de “ovalunda”, estando a ser equacionado, por exemplo, o sentido do trânsito na Rua Pedro Santarém, que entronca na rotunda colidindo com o que provém da Avenida Afonso Henriques, provocando aí um dos maiores estrangulamentos.A circulação deverá passar a fazer-se em sentido contrário naquela rua, disse Rui Barreiro.A colocação de semáforos vai igualmente ser equacionada, tendo em conta não só a constante passagem dos peões nas múltiplas passadeiras como também o trânsito que vem da Avenida Sá da Bandeira e que conflui na rotunda no mesmo ponto em que entra o trânsito da Avenida do Brasil.Segundo assegurou o autarca, a situação das passadeiras de peões, em que as antigas convivem com as desenhadas provisoriamente, obrigando a paragens sucessivas dos automóveis, será resolvida com a colocação de “apenas uma passadeira em cada um dos pontos de passagem” e com a criação de condições para a mobilidade dos deficientes motores.Outra das alterações que está a ser equacionada é a localização do monumento ao capitão de Abril Salgueiro Maia, tendo em conta, por um lado, a proximidade da celebração do 25 de Abril (altura de romagem ao monumento que antes se encontrava na zona), e, por outro, a necessidade de colocar a estátua num local visitável, disse.No projecto inicial, o monumento a Salgueiro Maia surgia no meio da grande rotunda que agora ocupa o largo (e cujo arranjo não tem data marcada), mas, segundo Rui Barreiro, estão a ser estudados dois locais alternativos, na mesma zona, tendo em conta o percurso feito pela coluna militar que saiu da Escola Prática de Cavalaria de Santarém para Lisboa na madrugada de 25 de Abril de 1974.A autarquia optou por fazer a requalificação do Largo Cândido dos Reis aproveitando as obras de saneamento básico iniciadas no princípio do Verão de 2004, altura em que foram descobertas as primeiras sepulturas do cemitério islâmico de Santarém, que tem actualmente mais de 400 contabilizadas.O MIRANTE/Lusa
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