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Terreno para estádio é depósito de entulho

CDU alerta para atentados ao ambiente em Santarém

Entulho, sucata e outros detritos estão a transformar numa lixeira a céu aberto o terreno que há anos aguarda pela construção do complexo desportivo de Santarém. O entulho também invadiu a Ribeira.

Edição de 09.03.2005 | Sociedade
O terreno para onde há uma boa dúzia de anos está previsto o complexo desportivo de Santarém, na zona da Quinta do Mocho, está transformado numa imensa lixeira a céu aberto. O gigantesco buraco ali aberto há mais de uma década para acolher as fundações de um estádio de futebol está hoje cheio de entulho, electrodomésticos, colchões, bidons, latas de tinta e outros resíduos ali colocados não se sabe bem por quem. Um cenário caótico mesmo junto às instalações da Direcção Geral de Viação e a escassas dezenas de metros do ecocentro e do canil municipal de Santarém.A denúncia foi feita na tarde de segunda-feira pelo vereador da CDU José Marcelino, durante a reunião do executivo municipal. O autarca revelou que a situação foi constatada no sábado anterior, no decurso de uma visita que autarcas da sua força política fizeram a várias freguesias da cidade.José Marcelino acrescentou que, nessa visita, um dos membros da comitiva conseguiu anotar a matrícula de uma carrinha que acabava de lá despejar lixo. E pediu ao presidente da câmara para pôr a fiscalização em campo e aplicar “multas pesadas” aos infractores, “para que não se faça daquele espaço uma lixeira”.Na mesma reunião, a vereadora da CDU Luísa Mesquita denunciou ainda o despejo de entulho, proveniente das obras de remodelação da antiga casa da portagem, junto à estátua de Santa Iria, na Ribeira de Santarém. Sobretudo tábuas e telhas, alinhados no chão mas que dão margem de manobra a quem se quer dirigir até junto da imagem. O cenário nada tem a ver com o da Quinta do MochoMesmo assim a autarca comunista apontou responsabilidades à empresa que está a intervir no imóvel e pediu mais acção por parte dos serviços técnicos e de fiscalização da autarquia. “Os técnicos da Câmara de Santarém com certeza que passam por lá. Então porque não actuam?”, questionou.Luísa Mesquita diz que esse tipo de situações não é de agora o que denota que as empresas que vêm trabalhar em Santarém praticamente fazem o que querem. Como exemplo aludiu ao entulho despejado ao longo da margem do Tejo na Ribeira de Santarém, resultante das obras de requalificação do projecto Almargem e que alterou substancialmente a fisionomia da frente ribeirinha. “É uma altura significativa de entulho colocada na margem”, disse.Outra situação desenrola-se junto à Fonte de Palhais, também remodelada no ano passado. Os entulhos decorrentes das obras por lá continuam. “As empresas acabam os trabalhos, vão-se embora e deixam o entulho”, sintetizou a vereadora da CDU.O cenário não é fácil de contornar, lamentou o vereador com o pelouro das obras municipais. Manuel Afonso (PS) concorda que é necessário encontrar solução para os entulhos, explicando no entanto que é difícil encontrar espaços adequados para esse fim que obtenham licenciamento por parte dos serviços do Ministério do Ambiente.Referindo-se ao que se passa no terreno da Quinta do Mocho, o vereador disse que o despejo abusivo de entulhos era do seu conhecimento e classificou-o de “preocupante”. Acrescentou que há vários infractores detectados pela fiscalização.Já quanto ao que se passa na Ribeira de Santarém garantiu que a empresa vai ser obrigada a corrigir a situação e a depositar os resíduos noutros locais. Parte deles poderá mesmo ser destruída pelo fogo, como é o caso dos pedaços de madeira.

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