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Três contos semibreves de Joaquim A. Ramos

Lançamento é Sábado no Clube Azambujense

No conto “Prodígios”, que abre o livro “Contos Semibreves” de Joaquim A. Ramos, que a editora O MIRANTE editou e é apresentado sábado, dia 19, pelas 19h, no Clube Azambujense, em Azambuja, é feita uma descrição pormenorizada daquele local, nos anos cinquenta/sessenta.

Edição de 16.03.2005 | Cultura e Lazer
“O Clube Azambujense tinha duas grandes salas, uma para bilhar e outra para as famílias confraternizarem – mais tarde convertida em sala da televisão – que davam acesso directo à entrada. Numa das paredes jazia também um piano preto, a recordar os tempos aúreos do Clube, agora emudecido pela artrite dos mais velhos, a falta de ouvido dos sócios de meia-idade e o desinteresse musical dos mais jovens.”O autor, que é presidente da Câmara da Azambuja, descreve o ambiente que se vivia no Clube. Uma viagem a outros tempos e outras vivências que está presente em todos os contos do livro: “Prodígios”, “A morte da Titi” e “A história imperfeita do milagre do Alfaro”.“Mas no Clube Azambujense despontara em surdina um conflito de interesses. O grupo dos jogadores, que todas as noites se perdiam entre lerpas e king, exigia um local recatado, onde estivesse a salvo da curiosidade dos sócios e da fúria das esposas e mães que viam com maus olhos os deveres conjugais serem adiados por causa dum baralho de cartas ou se consumiam nas olheiras profundas dos filhos que perdiam parte da noite em só mais uma rodada”.Joaquim A. Ramos nasceu em 1950, em Azambuja, onde vive. O seu livro retrata um quotidiano rural praticamente desaparecido. Um motivo de curiosidade para quem vive hoje numa Azambuja urbana onde a população oriunda de outros locais do país e do estrangeiro não pára de crescer. “Às cinco da manhã desse dia, já com a mula de Sebastião Regado engatada à carroça carregada, esperou que Josefa Gravina viesse buscar a criança. A velha não demorou. Pegou no pequeno ainda adormecido e pousou na carroça um saco que trouxera: toma lá! São três dúzias de ovos que juntei para o teu primeiro dia de venda. Vende-os também, ajuda a pagares o que me deves!”

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