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“Ser treinador é um acto de coragem”

Curso de treinador de futebol começou com mais de 130 formandos

A Associação de Futebol de Santarém está a organizar um curso de treinador de futebol que conta com mais de 130 participantes. Rui Manhoso aproveitou a primeira sessão de trabalhos para informar que a associação vai constituir um Núcleo de Treinadores, e para dizer que numa região onde existem mais de cinco mil praticantes de futebol nas camadas jovens “querer ser treinador é um acto de coragem”.

Edição de 16.03.2005 | Desporto
A Associação de Futebol de Santarém está a organizar um curso de treinadores de futebol de onze, nível um, que conta com a participação recorde de mais de cento e trinta pessoas.O curso teve o seu início na passada sexta feira, dia 11, e contou com a presença de Rui Caçador, que faz parte da direcção pedagógica do curso, juntamente com José Carlos, da Associação Nacional de Treinadores, e Paulo Ferreira, da Associação de Futebol de Santarém.Rui Manhoso, presidente da Associação de Futebol de Santarém (AFS) e Carlos Silva, vice presidente desportivo da Federação Portuguesa de Futebol, são os dois principais responsáveis pela direcção do curso.Na reunião de apresentação esteve ainda, entre outros, o jornalista Carlos Arsénio, que é neste momento um dos responsáveis pela associação de arbitragem do distrito. A presença do conhecido jornalista e dirigente associativo foi pretexto para as palavras elogiosas de Rui Caçador, que aproveitou ainda a ocasião para salientar o exemplo de Carlos Arsénio como jornalista e homem do desporto.Rui Manhoso, que iniciou a sessão de apresentação do curso aos cerca de 130 formandos, começou por justificar a realização deste curso com o facto de haver no distrito mais de cinco mil jovens praticantes de futebol nas camadas mais jovens. Disse ainda que ser treinador é um acto de coragem, tendo em conta o divórcio que existe por parte da sociedade civil, nomeadamente ao nível associativo, assim como de uma boa parte dos encarregados de educação.Para Rui Manhoso é urgente formar técnicos à altura de corresponderem às expectativas de milhares de jovens que vêm na actividade desportiva, nomeadamente na prática do futebol, uma forma de se realizarem física e espiritualmente. Surpreendido com o facto de ter havido tanta inscrição, mais do triplo do que se esperava, Rui Manhoso aproveitou para dar a conhecer um dos projectos AFS para os próximos tempos, que vem ajudar a cimentar o trabalho dos treinadores que residem no distrito. A breve prazo a AFS vai organizar um Núcleo de Treinadores, de forma a unir a classe , para ser mais fácil encontrar mercado de trabalho e cada um poder saber quem é quem e o que faz.Rui Caçador aproveitou a ocasião para elogiar a mobilização da AFS e para avisar os futuros treinadores de que nada se faz de geração expontânea, num aviso àqueles que, tendo sido jogadores, possam pensar que isso é suficiente para ganharem competência profis-sional agora que se propõem seguir a profissão de treinadores.Para falar de bons exemplos citou o percurso de José Peseiro, um treinador ribatejano que dirige agora o Sporting, salientando o facto de ter sido um jogador de qualidade média, enquanto praticante, e de mais tarde, passando por todos os escalões de formação para treinadores, ter chegado ao que chegou, sendo hoje uma das referências mais importantes do futebol português.Este curso, que vai durar até Junho, vai ter como formadores José Vasques e Nuno Presume, treinadores de futebol, Luís Júlio e João Henriques, que organizarão as disciplinas de capacidades motoras e ciências do comportamento, Carlos Hipólito para a disciplina de medicina desportiva e Augusto Lourenço para a disciplina das leis do jogo. Paulo Ferreira e José Pereira completam o leque de formadores orientando as disciplinas de organização desportiva e de classe.

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