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Clarividente Serafim das Neves

Clarividente Serafim das Neves

Edição de 16.03.2005 | E-mails do outro mundo
A rapaziada da delegação de Santarém do Instituto da Juventude entreteve-se a arrancar, de umas centenas de livros, a página onde figurava uma nota introdutória do então Ministro da Juventude e do Desporto, Armando Vara. A atitude é louvável porque o livro, valha-me Deus, não vale grande coisa, mas lamento que o trabalho tenha ficado a meio. Se era para arrancar era tudo. A nota introdutória é uma grande seca mas o resto do livro não é melhor. O Delegado do IPJ, senhor Paulo Tavares, devia ter dado umas lições de história aos seus funcionários. E de eficácia também. Aquela gente nunca ouviu falar nas fogueiras da Inquisição? Na queima de livros pelos nazis? Uma juventude tão mal instruída não augura nada de bom para o nosso querido Portugal. O Instituto da Juventude deu mais um exemplo de má gestão. Com o frio que estava a queima do livro tinha dado para aquecer a Delegação de Santarém durante semanas. Eram umas boas centenas de euros que se poupavam na conta da electricidade.A edição do livro foi um desperdício de dinheiro público. A sua oferta no decorrer da Expo-criança foi outro. Os meus vizinhos deitaram os exemplares que lhes ofereceram no contentor do lixo. O meu não vai para lá porque eu sou educado e ecologista. Cá em casa separamos o lixo. O meu “Nós” (é o nome do book), vai acabar no ecoponto da esquina, dentro do contentor do papel. Vai para reciclar. Sei que estás a pensar que o senhor Delegado Regional do IPJ, tendo sido colocado no lugar por um governo do PSD, poderá ter tido a tentação de dar um ar da sua graça na hora da despedida, já com um governo do PS a caminho. Nááá!!!....Ele diz que não sabia de nada e eu acredito. Não me parece pessoa para saber das maldades que alguns dos seus subordinados andam por lá a fazer. Serafim, tens toda a razão quando dizes que o Ribatejo está transformado numa cozinha gigante com tanto festival de gastronomia. E foi quando li essa tua constatação que percebi a proliferação de secretários de Estado. Afinal, meu caro, não há cozinha sem tachos. O ex-secretário de Estado Miguel Relvas, que também gosta de cozinhados, sejam políticos sejam gastronómicos propriamente ditos, deve estar para a vida dele. No tempo do Durão Barroso achava que o Distrito de Santarém estava no topo porque ele era secretário de Estado. Agora com o Lacão, o Conde Rodrigues e a Idália no governo, ao mesmo tempo, ainda lhe dá uma congestão. É sapo a mais para engolir.A semana passada deliciei-me com o cartoon da notícia. Aqueles vereadores da maioria socialista do executivo de Torres Novas estão um mimo. A lei da rolha do presidente António Rodrigues é um hino ao portuguesismo. O senhor Scolari espevitou-nos os brios nacionais com a bandeira. O senhor autarca tenta mobilizar os seus com o incentivo e promoção de um produto que é um nosso ex-libris. A cortiça. Com a genelialidade que lhe é reconhecida o senhor AMOR, como ele gosta de se auto-intitular numa alusão às iniciais do nome (António Manuel Oliveira Rodrigues), consegue exaltar a qualidade do produto sem recurso a top-models nem a jogadores de futebol. É como se estivesse a dizer. “Há lá coisa melhor para vedar um gargalo do que a cortiça?!!! Vejam só! Pus uma rolha nos meus vereadores e nunca mais se ouviu um piu. Isto sim, é material de primeira!!!” Um abraço bem enxuto do Manuel Serra d’Aire
Clarividente Serafim das Neves

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