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Valorsul quer transformar aterro em parque temático

Em Mato Cruz, Vila Franca de Xira

A Valorsul, responsável pelo tratamento do lixo na zona de Lisboa, quer aumentar a capacidade de produção energética do aterro sanitário de Mato Cruz (Vila Franca de Xira) e pretende criar futuramente um parque temático de energias renováveis no local.

Edição de 16.03.2005 | Economia
A iniciativa foi anunciada segunda-feira no âmbito de um protocolo de cooperação com o Centro de Estudos em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente (CEETA), que prevê um conjunto de projectos de produção de electricidade através de fontes de energia renovável.O parque temático deverá funcionar como “um pólo de actividade, de inovação e demonstração na área da educação ambiental” e integra um sistema de aproveitamento energético do biogás do aterro e a instalação de uma central fotovoltaica, estando também a ser analisado o potencial eólico.“É difícil ter três ou quatro formas de produção de electricidade a partir de energias renováveis instaladas no mesmo local. Essa é a grande originalidade do projecto”, afirmou o presidente da Valorsul, António Branco.O objectivo é, continuou, “não só receber visitas, mas também estreitar a cooperação com universidades e centros de investigação para tomarem contacto com esta realidade na prática”.O projecto de aproveitamento do biogás - que deverá estar concluído até ao final do ano - prevê uma produção anual de energia eléctrica de cerca de 11 a 12 gigawatts/hora, correspondentes ao consumo de seis a sete mil habitantes.A Valorsul está a desenvolver ainda um estudo técnico-económico para analisar a viabilidade de uma central fotovoltaica, que permitirá aferir a potência passível de instalar no aterro (estimada entre 2,5 a três megawatts/pico) e quantificar o investimento necessário.Em Outubro de 2004 foram iniciadas medições da velocidade e direcção do vento, para caracterizar o potencial eólico existente.A capacidade de produção de electricidade a partir das fontes fotovoltaica e eólica poderá responder, no total, às necessidades de cerca de cinco a seis mil habitantes.A criação do parque temático vai ser feita de forma faseada, independentemente do encerramento do aterro, cuja capacidade só deverá esgotar depois de 2020.Está também previsto um projecto de valorização da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Valorsul, em São João da Talha, que possui actualmente uma potência instalada de 50,5 megawatts e uma produção de energia eléctrica na ordem dos 342 gigawatts/ano.A actual capacidade instalada de 320 gigawatts corresponde ao consumo de 180 mil habitantes, ou seja, o equivalente ao consumo do concelho da Amadora.Além de aumentar a eficiência energética da central, seria possível aproveitar energia térmica para fornecimento de calor para energias vizinhas, redes urbanas de calor, aquacultura, estufas, aquecimento de piscinas e águas quentes sanitárias. Mas, para tal, ressalvou António Branco, “é preciso haver clientes disponíveis”.A Valorsul é a empresa responsável pelo tratamento e valorização das cerca de 750 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) produzidas anualmente nos municípios de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira.A sua área de intervenção corresponde a menos de um por cento da área total do país, sendo valorizado quase um sexto de todo o lixo doméstico produzido em Portugal.Lusa

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