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Património, comércio e muita confusão no trânsito

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Freguesia de Marvila tem a maior parte dos monumentos de Santarém

A freguesia de Marvila ocupa grande parte do centro histórico de Santarém. É lá que se situam monumentos como o castelo e o jardim das Portas do Sol, a Torre das Cabaças, o Museu de São João de Alporão ou o Santuário do Santíssimo Milagre. É lá também que ficam serviços como o Governo Civil, a Segurança Social ou a Região de Turismo do Ribatejo. Mas é também na freguesia que ficam novos bairros como o Sacapeito, ou o W Shopping, o maior centro comercial do distrito de Santarém.

Edição de 16.03.2005 | O poder local aqui tão perto
Durante muitos anos, Marvila, uma das freguesias urbanas da cidade de Santarém, viu nascer uma boa parte da população do concelho. Era ali que estava o hospital e a maternidade, o que faz com que muitos escalabitanos sejam naturais da freguesia. Mas o hospital mudou de sítio e até nisso Marvila perdeu importância.Tal como no turismo. A maior parte dos monumentos de Santarém ficam na freguesia mas, apesar de muito dinheiro gasto, a aposta na revitalização do centro histórico está longe de dar frutos. O jardim e o castelo das Portas do Sol, ex-libris da cidade, e anteriormente alvo principal de visitas e excursões, estão quase inacessíveis a quem não conheça as ruas estreitas e povoadas de carros.E este é apenas um exemplo. Outro é o Santuário do Santíssimo Milagre, no coração da cidade. O ano passado o monumento recebeu mais de 20 mil visitantes mas foram várias as queixas ouvidas quanto à ausência de indicações sobre a localização e os pontos de estacionamento.Mas o centro histórico da freguesia não padece apenas da falta de turistas. As muitas lojas que ocupam o rés-do-chão das ruas comerciais já viveram melhores dias. Com poucas alternativas de estacionamento, os clientes procuram outras paragens e os cartazes a dizerem vende-se, aluga-se ou trespassa-se já rivalizam em bom número com as promoções ou liquidações.Marvila não se faz apenas do passado. Pegado ao centro histórico, junto ao antigo hospital, nasceu há cerca de ano e meio um moderno espaço comercial – o W Shopping – que com as suas 70 lojas, salas de cinema e espaços de restauração, diversão e lazer, é já o local mais visitado da cidade. Para se ter uma ideia, o ano passado recebeu perto de cinco milhões de visitantes.Em frente ao Shopping, o Largo Cândido dos Reis está há mais de dois anos em obras. Primeiro por causa da construção do centro comercial, agora por causa das obras numa rotunda e zona envolvente que não há meio de estarem concluídas. Também o Campo Emílio Infante da Câmara, onde anteriormente se realizava a Feira do Ribatejo, está há pelo menos duas décadas à espera de um projecto de recuperação.Por resolver há muito tempo está igualmente o problema da habitação no centro histórico. A degradação de muitos edifícios é cada vez maior, não há estacionamento e a população mais nova prefere os novos bairros, onde se desenvolveram novas centralidades, como é o caso do Sacapeito, actualmente a zona mais populosa de Marvila.O presidente da junta, Mário Santos, lamenta que a sua freguesia esteja em alguns aspectos parada no tempo, mas diz que a autarquia que lidera pouco ou nada pode fazer. “A junta tem sido marginalizada em quase tudo pela câmara”, diz o autarca, exemplificando com as obras do acesso sul à cidade ou do Largo Cândido dos Reis, cujos projectos nunca passaram pela junta. “Fazem-se obras no centro histórico e a câmara nem nos informa quando começam e quando acabam”, reforça.E a junta até tem ideias. Por exemplo no que se refere à degradação da habitação, Mário Santos defende a criação de parcerias entre entidades bancárias, proprietários e inquilinos, de forma a encontrar soluções para revitalizar a vida do centro histórico, que tem fortes condições para desenvolver a habitação de luxo. “Visto de cima, o centro histórico tem uma zona verde, com muitos quintais, que é quase metade do total da área”, explica o autarca.Além desta componente urbana, Marvila tem uma vasta área dita rural. A freguesia faz fronteira com o Vale de Santarém e na zona ribeirinha estende-se mesmo até Vila Chã de Ourique, no concelho do Cartaxo. “A nossa área rural é maior que muitas das freguesias ditas rurais ou periféricas, como prefiro chamá-las”, adianta o autarca.É na freguesia que se situam ainda algumas sedes de instituições que abrangem o distrito, casos do Governo Civil de Santarém ou o Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social. Marvila tem cobertura total de escolas, do pré-primário ao ensino superior.
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