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Milhões de litros por água abaixo

Milhões de litros por água abaixo

Há sete anos que reservatório de Sabrosa, Tomar, tem ruptura

Há mais de sete anos que o depósito de água da aldeia de Sabrosa, Tomar, verte água. A situação sempre foi conhecida pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, mas nunca resolvida. Por dia são desperdiçados mais de 14 mil litros de água.

Edição de 16.03.2005 | Sociedade
Os terrenos em frente ao reservatório de água da aldeia de Sabrosa, Tomar, não têm tido falta de água, apesar de há meses não chover. Todos os dias correm pela encosta abaixo mais de 14 mil litros de água, devido a uma ruptura no depósito dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Tomar, que abastece a população da zona.Há sete anos, desde que o depósito levou água pela primeira vez, que a ruptura existe. Os habitantes estão fartos de reclamar a situação ao presidente da Junta de Freguesia de Além da Ribeira. João Henriques está cansado de a denunciar aos responsáveis dos SMAS.A não reparação da ruptura levou a que, ano após ano, jorre mais água pelo tubo que atravessa a estrada e desagua nos terrenos da encosta. Actualmente o tubo, que foi construído na mesma altura do depósito com o objectivo de escoar rapidamente a água em caso de lavagem ou reparação do reservatório, debita mais de 14 mil metros de água, pelas contas do presidente da junta. A cada minuto podem-se encher dois garrafões de cinco litros. É água que não vai para as torneiras da população. São perdas superiores a 430 mil litros mensais, mais de cinco milhões de litros anuais que a Câmara de Tomar paga para a água escorrer livremente pela encosta fora. Os moradores cansaram-se de reclamar da situação. Hoje António Santos encolhe os ombros. “Já toda a gente sabe que aquilo está assim há anos, se não o arranjam é porque não querem”, refere o habitante.O presidente da junta confirma que a situação se vem agudizando. A culpa, diz João Henriques, é de uma verguinha de ferro junto ao depósito, que foi mal colocada aquando da sua construção. É por ali que a água sai, cada vez mais, à medida que a verguinha vai ficando mais enferrujada e abre espaço para passar mais líquido.Depois de anos de reclamações, os responsáveis dos SMAS fizeram uma vistoria ao reservatório. Despejaram-no e durante um tempo fizeram passar a água por um by-pass. O responsável dos serviços prometeu então que iriam fazer um orçamento para consertar o depósito. Já lá vão três meses e até hoje o presidente da junta não teve qualquer informação sobre o tal orçamento. Nem quando é que o depósito, construído há cerca de 12 anos, vai ser finalmente arranjado. O MIRANTE contactou os SMAS para averiguar dessa reparação mas até há data de fecho desta edição nenhuma informação foi dada por aqueles serviços camarários.Quem vai aproveitando a situação é Américo Carvalho. O habitante de Sabrosa decidiu há uns tempos ligar uma mangueira ao tubo, aproveitando grande parte da água desperdiçada para regar a vinha e uma horta que tem na encosta. “Faz ele senão bem”, diz o presidente da junta. Para mais em tempo de seca.Margarida Cabeleira
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