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Salvos pelo alarme

Salvos pelo alarme

Inalação do fumo poderia ter sido fatal para uma família de Tomar

Uma família de Tomar acordou às três da manhã com o alarme de casa a tocar de forma estridente, por causa de um pequeno incêndio que deflagrou na cave. O intenso fumo poderia ter sido fatal para os moradores.

Edição de 16.03.2005 | Sociedade
Paula Marques e a família não ganharam para o susto quando na noite de terça-feira, 8 de Março, foram acordados pela sirene do alarme instalado na residência, situada em frente à Adega Cooperativa de Tomar. O primeiro pensamento foi que se tratava de um assalto, mas as dúvidas dissiparam-se mal abriram a porta que dá para a cave.“O fumo era tanto que tivemos de a fechar de imediato”, refere a proprietária da vivenda, que dá graças a Deus por ter colocado um alarme em casa com ligação à central. “Ainda antes de nós nos apercebermos do que se tratava já os senhores dos alarmes nos estavam a ligar, a perguntar se sabíamos o que se passava”.Foram também os operadores da Segurança 24 que comunicaram a ocorrência aos Bombeiros Municipais de Tomar. Mas quando os soldados da paz chegaram ao local já as chamas tinham sido apagadas pelos membros da família que, não podendo descer à cave devido ao intenso fumo, foram obrigados a partir, do exterior, os vidros da janela da cozinha. Ao contrário do que se supunha, as labaredas não vinham da lareira (acesa à hora a que se tinham ido deitar, por volta das onze da noite) mas sim do cesto da lenha, colocado ao lado.“A lareira estava completamente apagada, o cesto é que ardia”, refere Paula Marques, que avança com uma justificação – “Quando coloquei a tenaz dentro de cesto ela deve ter levado uma pequena brasa que em contacto com restos de acendalhas e carrasca de pinho fez o resto”.O susto foi maior que os estragos. Apenas a parede ao lado da lareira, já lavada, ficou escura e derreteu parte de uma calha, no interior da qual passa um fio de electricidade. Podia ter sido pior, já que naquela zona da vivenda existem móveis e sofás, bons propagadores de fogo, e vários aparelhos eléctricos.Para o segundo comandante dos bombeiros de Tomar o edifício nunca esteve em grande risco, ao contrário dos seus proprietários. “Tenho a convicção de que as labaredas não iriam tomar grandes proporções, mas o intenso fumo poderia ter sido fatal para os moradores”.O mesmo pensa Paula Marques. “Não sei o que nos podia ter acontecido se o alarme não tivesse tocado ou se não o tivéssemos ouvido”, refere a moradora ao nosso jornal. Um alarme que está vocacionado apenas para detectar, através do calor, um ser humano ou um animal em movimento. Em certos casos, no entanto, os sensores de alarme podem também detectar o calor das chamas.
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