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Uma noite na revista

Juntas de freguesia da cidade de Santarém organizaram viagem para mais de 200 reformados

Mais de 200 reformados de Santarém foram quinta-feira à revista Arre Potter Qué Demais, em Lisboa. Uma organização das quatro juntas de freguesia da cidade que proporcionou uma noite divertida e diferente.

Edição de 23.03.2005 | Cultura e Lazer
Quatro autocarros com mais de 200 reformados partiram ao princípio da noite de quinta-feira, 17, de Santarém a caminho da capital para assistirem a uma noite de revista à portuguesa. O MIRANTE viajou no autocarro da Junta de S. Nicolau, onde o presidente, Luís Arrais, coordenava as operações. A bordo 15 homens e 33 senhoras. Em cada autocarro seguiu um elemento da Cruz Vermelha, para uma eventualidade, além de funcionários das autarquias e outros elementos de apoio.Luís Martins e Orlanda Patrício, de S. Nicolau, não são caras novas nas viagens organizadas pela sua junta de freguesia. Desta feita calhou verem uma comédia, mas já assistiram ao espectáculo “My Fair Lady”, em 2004, e também participaram numa excursão a Sesimbra e noutra ao parque geológico de Lavre. “E se mais houvesse mais íamos mas é pena que fique mais gente de fora”, refere Luís Martins que, apesar de não ser adepto do Sporting, levou o auricular no ouvido para saber novas da noite europeia. Para Orlanda Patrício tratou-se de uma boa iniciativa e de um serão diferente, lamentando que Santarém não consiga atrair espectáculos semelhantes. A viagem foi calma e a chegada a Lisboa deu-se pouco depois das 21h00, em plena avenida da Liberdade, em frente ao Parque Mayer. Cada pessoa já tinha bilhete pago pela junta e foi entrando aos poucos no velho teatro Maria Vitória. Lina Neves, a mais velha socorrista da Cruz Vermelha de Santarém no activo, não deixa escapar nenhuma viagem mas, regra geral, pouco trabalho tem tido. “O ano passado houve uma pessoa que caiu e deslocou uma clavícula, mas tem sempre corrido bem”, conta. Vai em espírito de missão mas sempre se diverte. E mesmo que a revista não seja o seu género favorito, acaba por gostar. O que se comprovou bem durante a peça.O espectáculo começou por volta das 21h45, com o público de Santarém a ocupar cerca de meia casa, uns na plateia, outros no balcão. Os primeiros risos foram tímidos mas seguiram em crescendo à medida que o à vontade ia sendo maior. Pelo palco do teatro desfilaram actores como Heitor Lourenço e Carla Andrino, além da fadista Maria Armanda e até a nova estrela da revista, a deputada comunista Odete Santos, que encarnou uma espanhola bailarina de flamenco e de a “outra senhora”, de lápis azul pendurado ao pescoço. Um espectáculo marcado pela habitual sátira e crítica aos políticos, à vida social, cheio de trocadilhos de cariz sexual, que foram arrancando gargalhadas. Uma sequência musical parecia indicar que o espectáculo ia acabar por volta das 23h15 mas foi falso alarme e soou o intervalo. Uma oportunidade para desentorpecer pernas e consolar estômagos.Após mais cerca de hora e meia terminou a revista com aplausos de pé por todos os espectadores. Era altura de empreender viagem de regresso. Muito animadas à saída Maria da Graça Pereira, Luísa Cordeiro e Arlete Moreira, as três da Ribeira de Santarém, riam-se bastante e contaram a O MIRANTE que era a primeira viagem do género que faziam, com os maridos a ficarem em casa “a ver o futebol”. De resto consideraram que valeu bem a pena passar uma noite diferente e que as freguesias deviam organizar mais viagens assim. A mesma opinião tiveram Maria Manuela e Maria Rosário Claro pela “noite óptima” em Lisboa.

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