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Frenético

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Mação venceu 4-3 o Ouriquense e reentrou na corrida pelo título num jogo com quatro golos em 20 minutos

Mação e Ouriquense protagonizaram um espectáculo alucinante aos espectadores que no domingo estiveram no municipal de Mação. Nos primeiros vinte minutos registaram-se quatro golos e a emoção manteve-se até final. Ganhou a equipa da casa, que assim se aproxima de novo da liderança, agora na posse do Amiense, que ultrapassou a equipa de Vila Chã de Ourique.

Edição de 23.03.2005 | Desporto
O jogo entre o Mação e o Ouriquense, realizado este domingo em Mação, foi uma das melhores partidas do Campeonato Distrital da I Divisão disputadas até ao momento. Golos e incerteza no resultado foram condimentos presentes ao longo dos 90 minutos, com a sorte a pender para a equipa da casa. O empenho dos jogadores ultrapassou os limites do óptimo, os remates às balizas foram muitos e os golos para todos os gostos.Num jogo muito bem discutido, com as duas equipas a jogarem para vencer e a mostrarem porque ocupam lugares de destaque na tabela classificativa, o Ouriquense entrou praticamente a ganhar. Ainda não estavam decorridos dois minutos, numa jogada de envolvimento, a bola chegou aos pés de César Costa que postado a cerca de 20 metros da baliza, não se fez rogado. Com um remate forte levou a bola a anichar-se no fundo da baliza defendida por Rui Forte. Que pareceu mal batido.O mote estava dado para um jogo frenético. A reacção do Mação foi muito forte e, aos 12 minutos, na marcação de um livre directo, também ainda muito longe da baliza, Gonçalo Francisco bateu forte e cruzado. A defesa e o guarda-redes do Ouriquense “adormeceram” a olhar para a bola, que se foi anichar no fundo da baliza.Estava feito o empate. Mas isso não fez parar os jogadores de ambas as equipas, que continuaram freneticamente à procura do golo. Aos 16 minutos, numa bola pontapeada para a frente, os centrais do Ouriquense falharam a intercepção e João Branco apareceu na cara de Gonçalo para desviar a bola do seu alcance.Os comandados de Jorge Peralta empertigaram-se e caíram em cima dos maçanenses. Quatro minutos depois, após uma excelente jogada de envolvimento, César Costa rematou a bola, que bateu na barra, e na recarga Sidney atirou a contar.Estavam assim jogados vinte minutos de jogo de alta voltagem. Aos 23 minutos Rui Forte lesionou-se e foi substituído pelo estreante Cláudio. Temeu-se por isso o pior para a equipa do Mação mas o jogo acalmou até ao intervalo. O novo guarda-redes mostrou estar à altura do seu companheiro e, ao longo de todo o jogo, contribuiu de forma decisiva para o êxito da sua equipa.A segunda parte não foi inferior à primeira. Logo aos 55 minutos o Mação colocou-se na frente do marcador. Numa jogada rápida de contra ataque a bola foi colocada em Edilson, que flectiu da esquerda para o centro e em posição central rematou forte, não dando hipóteses de defesa a Gonçalo. O Ouriquense acusou o toque e durante alguns minutos abanou. Mas lutou sempre na procura do golo, que não surgiu porque, por duas vezes, Cláudio efectuou excelentes defesas.Acabou mesmo por ser o Mação a dilatar a vantagem. Iam decorridos 67 minutos de jogo, Zeca recuperou uma bola a meio campo, colocou de primeira na esquerda, em Edilson, que partiu para cima da defesa do Ouriquense, e descobriu João Santos desmarcado na direita. Colocou-lhe a bola na frente e o avançado não se fez rogado. Atirou forte sem hipóteses de defesa para Gonçalo.Parecia que o jogo estava terminado mas foi pura ilusão. O Ouriquense, numa cavalgada impressionante, caiu literalmente em cima do seu adversário e criou várias oportunidades de golo mas, umas vezes por infelicidade dos seus atacantes, outras por mérito de Cláudio, só conseguiu marcar mais um golo. Situa-ção que aconteceu aos 76 minutos, quando César Costa se isolou e conseguiu bater Cláudio com um chapéu de belo efeito.Embora depois ainda se registassem oportunidades de golo para ambos os lados, estava feito o resultado da partida. Um jogo que de certo ficará na história do distrital como um dos mais espectaculares de todos. Teve de tudo. Emoção, determinação e golos para todos os gostos. E para completar o ramalhete, contou com uma arbitragem de cinco estrelas do veterano árbitro Rui Cordeiro, e dos seus assistentes, António Bento e Fernando Costa.
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