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“Fui castigado dez dias e já cumpri treze”

Treinador do Ouriquense agredido por um adepto

O treinador do Ouriquense, Jorge Peralta, foi agredido por um adepto do Mação no decorrer da segunda parte do jogo que opôs as duas equipas. Um adepto da formação da casa, que durante toda a primeira parte do jogo provocou o treinador do Ouriquense, que não se encontrava no banco por estar a cumprir castigo, aproveitou o facto do técnico se ter deslocado para uma zona isolada para o agredir com uma cotovelada, perante a passividade da força policial, composta por apenas três elementos da GNR.

Edição de 23.03.2005 | Desporto
Jorge Peralta foi obrigado a fugir para dentro do campo, o que motivou a interrupção do jogo durante cerca de dois minutos. “Estava aqui do lado da bancada e o tipo que me agrediu tudo fez para me provocar: atirou-me com cerveja e pontas de cigarro. Na segunda parte resolvi ir para o outro lado do campo, onde não havia espectadores, mas estranhamente, em determinada altura do jogo, antes do quarto golo do Mação, o tipo chegou ao meu lado e agrediu-me com uma cotovelada. Eu não tinha outra alternativa do que fazer o que fiz, que foi fugir para dentro do campo”, revelou o técnico.Felizmente que o gesto condenável do adepto não teve eco nos intervenientes no jogo, que continuou a desenrolar-se com grande dignidade. Estranho é que, apesar da agressão, a GNR, que identificou o agressor, permitiu que este continuasse a assistir ao encontro.Sobre o jogo, Jorge Peralta destacou o empenho dos jogadores e deu os parabéns ao seu adversário. O técnico do Ouriquense criticou ainda a forma como foi conduzido o processo que levou ao seu castigo, que na sua opinião passou de dez para treze dias de suspensão.Jorge Peralta foi advertido no jogo que o Ouriquense disputou com o Samora Correia, no dia 6 de Março, e não compreende por isso porque é que só foi notificado do castigo no dia 17, “Em vez dos dez dias de suspensão com que fui punido, acabo por levar pelo menos 13 dias. Já não estive no banco no jogo com o Vilarense e hoje aqui com o Mação fiquei novamente de fora, não se justifica esta demora”, afirmou.Embora recuse qualquer cabala de perseguição, Peralta não acredita que possa vir a ser castigado por ter fugido para dentro do campo. “Seria uma grande injustiça, mas já foi injusto o castigo de 10 dias que me foi aplicado, porque o árbitro do jogo com o Samora sabe bem que eu não fiz nada para ser castigado. Tento ser o mais correcto possível, não brigo com ninguém, não critico arbitragens, tento estar no futebol com dignidade e honestidade, e acho que não mereço este género de situações”.Por sua vez, o treinador do Mação, Mazo, que na altura dos incidentes correu em defesa do seu colega e o trouxe até aos balneários, lamentou o incidente, e preferiu referir-se ao excelente espectáculo que foi dado pelas duas equipas. “Foi um grande jogo, as duas equipas foram dignas uma da outra, toda a gente deve estar satisfeita, vencemos nós e isso foi bom para a motivação dos jogadores, mas o Ouriquense foi um digno vencido”.Esta vitória veio relançar o Mação em relação à disputa do campeonato, mas nem por isso Mazo embandeira em arco. “Estamos a procurar o nosso melhor campeonato. O que é importante é dar continuidade ao trabalho e que a equipa jogue sempre com esta garra que teve aqui hoje para podermos discutir o resultado nos próximos jogos”, concluiu o técnico.

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