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Dezenas de consumidores gastam água de borla

Câmara da Chamusca não tem capacidade para colocar contadores em tempo útil e opta por perder dinheiro

Vários consumidores de água da rede pública do concelho da Chamusca não estão a pagar pela água que gastam, porque a câmara não tem capacidade de resposta aos pedidos que lhe chegam para instalar contadores.

Edição de 23.03.2005 | Sociedade
No concelho da Chamusca há dezenas de consumidores a gastar água da rede pública sem pagar. Não por não terem desenvolvido esforços para regularizar a situação, mas sim porque os serviços de águas da câmara municipal e a própria autarquia não têm capacidade de resposta para colocar contadores e resolver a situação em tempo útil.Um exemplo claro das dificuldades em resolver os problemas é o caso de um prédio construído na Rua do Rone, na Chamusca. O imóvel está habitado há cerca de dois anos e apesar de ter sido feita a requisição dos contadores, e de os moradores terem ido várias vezes à câmara para que o problema seja resolvido, os apartamentos continuam sem contadores. Uma situação que não é aceite de bom grado pela maioria dos moradores do prédio.Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Francisco Matias, a situação dos habitantes do prédio da Rua do Rone não é única. “A câmara não tem capacidade para resolver rapidamente todos os problemas e por isso a opção tem sido a de aceitar a ocupação das casas e depois ir resolvendo as várias situações”.Para o autarca, dois anos para resolver o problema da colocação de contadores não é muito tempo, porque, segundo diz, trata-se de um trabalho lento e envolve pessoal que tem sempre muitas outras coisas para resolver. Além disso, a autarquia debate-se ainda com a falta de contadores. “É um material caro e todos os anos é necessário fazer levantamentos e concursos de aquisição. Por isso, mesmo com um grande empenhamento em tentar resolver as situações com maior rapidez, vai continuar a haver situações do género no concelho”, diz o autarca.Francisco Matias admite que a situação possa ser criticável, mas garante que tudo tem sido feito para minorar os problemas e evitar grandes prejuízos para a autarquia. Mas afirma também que a opção tem sido sempre a de jogar na antecipação. “Colocamos sempre as pessoas à frente, assumimos que não temos capacidade de colocar contadores em tempo útil, e por isso optamos por antecipar as coisas e permitir a fixação de jovens, como é o caso do prédio em questão. Se fossemos a seguir todos os procedimentos, de certeza que ainda não estava ocupado e as pessoas que ali estão a viver, jovens, repito, seria mais uma dezena a deixar o concelho”.A situação é naturalmente irregular mas o prejuízo para a autarquia não é assim tão grande porque o preço da água no concelho da Chamusca é dos mais baixos do distrito de Santarém. No primeiro escalão de consumos domésticos, o preço de cada metro cúbico de água é de 10 cêntimos.

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