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Perigo à beira da estrada nacional

Aqueduto no Alvito, Tomar, não tem qualquer protecção

Um aqueduto sem protecção é uma armadilha à beira da estrada na zona de Alvito, Tomar. A Direcção de Estradas promete resolver a situação em colaboração com o empreiteiro que está a realizar ali obras de saneamento.

Edição de 23.03.2005 | Sociedade
Maria João Gonçalves sai todos os dias de casa, no Alvito (Tomar) com o coração nas mãos, com receio de que a filha de cinco anos possa cair no enorme buraco que tem à sua porta. O aqueduto para onde desaguam as águas pluviais tem uma profundidade assinalável e não tem actualmente qualquer protecção.O aqueduto ocupa a totalidade do passeio entre a Estrada Nacio-nal 110 e os muros das vivendas, obrigando quem ali passa a entrar na movimentada via, logo a seguir a uma curva. O buraco, com dois metros de largura e mais de um metro de profundidade, está ali construído há anos mas só agora a população parece ter tomado consciência do perigo que representa.E isto porque, no decorrer das obras de saneamento básico actualmente a serem ali executadas pela empresa Aquino & Rodrigues, os pequenos muros que resguardavam o local foram deitados abaixo, deixando a abertura sem qualquer protecção.É desta situação que Maria João Gonçalves e os vizinhos se queixam. Afirmam que até agora “toleraram” a situação, mesmo considerando que os muros eram demasiado baixos e convivendo com os maus cheiros que dali vêm no Verão, porque “a água das chuvas tem de correr para algum lado”.Mas não estão dispostos a ter à sua porta um buraco aberto e sem qualquer protecção. O perigo, dizem, até é maior para os forasteiros que para os residentes, que conhecem já a armadilha. “Imagine que um automóvel tem de se desviar de algo. É certo que vem aqui parar”, refere um dos moradores.Para Maria João Gonçalves o maior perigo está no entanto nos peões que têm de passar ali. À noite, diz, com a deficiente iluminação do local, as pessoas só se apercebem do buraco quando já estão praticamente em cima dele. “Por sorte ainda ninguém lá caiu dentro”.A moradora diz já ter confrontado várias entidades sobre a questão mas que ninguém parece ser responsável pelo aqueduto.O MIRANTE contactou a delegação de Tomar da empresa Águas do Centro, responsável pela obra de saneamento básico a decorrer no local, tendo-nos sido confirmado a demolição dos muros laterais do aqueduto para se poder colocar um by-pass para abastecimento de água, uma vez que também estavam a mexer na rede de água. Quanto à colocação de uma grelha a tapar o buraco, uma exigência feita por alguns moradores, Duarte Silva referiu que a empresa irá repor na íntegra tudo o que agora destruiu, mas não mais que isso. A não ser, referiu, que se chegue a um entendimento sobre isso com quem é responsável pelo espaço.Estando o aqueduto à beira de uma estrada nacional cai no âmbito da intervenção da Direcção de Estradas de Santarém. Alcindo Cordeiro, responsável dessa entidade, desconhecia o problema colocado mas prontificou-se a enviar técnicos para averiguar a situação.Dois dias depois comunicou ao nosso jornal que na quarta-feira, já depois do fecho desta edição, haveria um encontro no local, com o empreiteiro, para a eventual colocação da grelha, depois dos trabalhos de saneamento serem terminados.Margarida Cabeleira

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