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O presidente que deixou a marinha para regressar ao campo

O presidente que deixou a marinha para regressar ao campo

Joaquim Paulino recandidata-se à Junta de Freguesia do Biscainho
Edição de 30.03.2005 | O poder local aqui tão perto
Joaquim Paulino quer cumprir mais quatro anos à frente da Junta do Biscainho para deixar obra feita. O autarca que trocou a vida de marinheiro pela agricultura, é sportinguista, católico e não se vê a morar noutro local. Aos 55 anos, Joaquim Rodrigues Paulino, vive na terra onde nasceu, num monte junto ao rio Sorraia. É casado e tem uma filha e dois netos. A sua família é o seu orgulho como o provam as fotografias na secretária do seu gabinete na Junta de Freguesia.A presidência da autarquia chegou há dois mandatos, quando foi convidado pela CDU para encabeçar uma lista. E como não há duas sem três já está a preparar a sua recandidatura pela coligação. Anteriormente, como membro da assembleia de freguesia, representou o Partido da Terra. Apesar de já ter decidido recandidatar-se acha que a vida de autarca local é mal reconhecida e mal paga. “Nós somos uma espécie de bombeiros que acudimos a todos os locais”.Além de autarca, Joaquim Paulino é condutor de uma empresa de construção civil e agricultor, actividade que exerce com gosto num terreno próprio com quatro hectares, de onde extrai arroz, tomate e milho. Durante 11 anos foi encarregado da Herdade da Torrinha, do ganadeiro David Ribeiro Telles, um dos símbolos da freguesia.Podia ter seguido uma carreira militar já que esteve sete anos na Marinha. Alistou-se como voluntário com mais três amigos da terra durante outros tantos anos, porque se falava que era uma boa carreira. “Cheguei a ser convidado para continuar no curso de sargentos da carreira militar mas o apelo do meu pai para o vir ajudar na agricultura foi mais forte”, recorda, reconhecendo que caso tivesse continuado hoje podia ser oficial.Sportinguista, daqueles que apenas vai ver um jogo por ano ao estádio, Joaquim Paulino não perde as restantes partidas dos leões pela televisão. É também através do pequeno ecrã que gosta de se actualizar com as notícias do país e do mundo. Além dos noticiários, só o programa O Preço Certo o prende mais. De resto, Joaquim Paulino lê jornais diários nacionais, semanários e actualiza-se com as novas da região através de O MIRANTE. Os tempos livres são dedicados à família, com especial atenção ao dois netos, mas também gosta de conviver no Clube Tira Chumbo com os outros caçadores e dedica muito tempo à liderança do Rancho Folclórico do Biscainho. “Este ano vou passar a trajar e se calhar vou tocar algum instrumento, porque não sou grande dançarino”, revela. Em 55 anos de vida, diz nunca ter gozado 30 dias de férias. Hábito do tempo em que o trabalho no campo com o pai não permitia tais “veleidades”. “Apenas costumo passar fora alguns fins-de-semana, que podem ser no Algarve ou na Serra da Estrela”, revela.Joaquim Paulino não tem grandes vícios. Não é fumador mas aprecia beber um copo de bom vinho, às refeições e na companhia dos amigos. De verão, uma “loirinha” vai melhor para refrescar. É católico mas pouco dado a grandes rituais e só vai à missa quando calha. As novas tecnologias não o atraem demasiado. O computador do gabinete serve apenas para escrever algumas coisas que necessita ou consultar informação na Internet.
O presidente que deixou a marinha para regressar ao campo

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