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Moita Flores promete libertar Santarém

Uma candidatura contra a “política mesquinha que chantageia e amedronta”

A candidatura de Francisco Moita Flores à presidência da Câmara de Santarém foi apresentada publicamente na segunda-feira. O criminalista e argumentista, que concorre como independente sob a sigla do PSD, prometeu libertar a cidade da “política mesquinha que chantageia, amedronta e escorraça os mais capazes”

Edição de 30.03.2005 | Política
O histórico Café Central no centro da cidade encheu-se na segunda-feira à tarde para ouvir Francisco Moita Flores dizer que quer “Libertar Santarém”. O ex-inspector da Polícia Judiciária, escritor e professor universitário anunciou publicamente a sua candidatura à câmara municipal com o apoio do PSD, tecendo duras críticas à actual gestão socialista que, disse, tem estimulado uma rede de clientes e uma teia de servidores leais.No início da sua intervenção Moita Flores referiu que o presidente da câmara não permitiu que a apresentação da sua candidatura fosse feita nas Portas do Sol e prometeu libertar a cidade da “política mesquinha, que chantageia pelo subsídio, que amedronta pela intriga, que amesquinha pelo boato, que coloca algemas na inteligência, que escorraça a crítica, que nega o direito à liberdade da diferença”.Deixando para “Junho ou Julho” a apresentação da sua equipa e do seu programa, o candidato elogiou “o gesto de grande altruísmo e desprendimento do PSD de Santarém”, que abdicou de uma candidatura estritamente partidária. O escritor e argumentista prometeu que terá consigo “os melhores”, vindos de “todos os lados da política”.Referindo-se aos trinta anos de gestão socialista e sobretudo a este último mandato liderado por Rui Barreiro, sublinhou que a lógica do partidarismo tem feito mirrar a cidade e o concelho. Que o poder autárquico sem energia nem pensar estratégico tem feito tudo para entorpecer a vontade dos mais capazes e liquidar as expectativas dos jovens mais promissores. “Há 30 anos, mas sobretudo no último mandato, que Santarém, a capital que por mérito dos seus heróis é a capital da liberdade, vive asfixiada pelos funcionários do partido, pela indigência intelectual de uma inteligência submetida, vergada, medrosa face ao caciquismo, à arrogância, ao embuste político”, afirmou Moita Flores que acusou ainda o actual poder autárquico de “vampirizar a vontade e a determinação daqueles que ainda têm força para lutar”.Confessando que hesitou antes de aceitar o convite para se candidatar, revelou que o apoio da mulher, a actriz Filomena Gonçalves (que se encontrava na sala) foi determinante para se decidir a aceitar. O ex-inspector fez questão de frisar que se candidata porque “não precisa de ser presidente de qualquer câmara”. Moita Flores considerou que “as autarquias não são asilos, não são centros de emprego, não são o lugar onde se despejam os menos capazes para a política nacional ou para outra actividade qualquer”.Tendo a seu lado o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, o presidente da concelhia de Santarém, Ramiro Matos, e a sua antiga professora de Filosofia, docente há 30 anos em Santarém, Moita Flores escusou-se a esclarecer os contornos das negociações que manteve ao longo dos últimos cinco meses com os sociais-democratas.Sentado a uma mesa, tendo por trás seis jovens envergando camisolas pretas e cor-de-laranja com o slogan “Libertar Santarém”, Moita Flores teve entre os numerosos assistentes, além de muitos militantes e autarcas sociais- democratas, rostos conhecidos como os artistas Nicolau Breyner e Carlos Mendes.

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