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Morto com um tiro na cara nos estaleiros da câmara

Mistério rodeia incidente que vitimou funcionário municipal de Alpiarça

A morte de um funcionário da Câmara de Alpiarça, atingido com um tiro na cara, nos estaleiros da autarquia, está envolta em mistério. A versão apurada pela GNR é a de que a vítima deixou cair uma pistola que trazia no bolso numa altura em que estava a conversar com o encarregado e que esta disparou acidentalmente. O Ministério Público está a investigar.

Edição de 30.03.2005 | Sociedade
O Ministério Público está a investigar a morte de um trabalhador da Câmara de Alpiarça, atingido com um tiro nas instalações da autarquia em circunstâncias não esclarecidas. José João Vieira Pardal morreu após duas semanas de internamento no Hospital de Santarém. A GNR, que tomou conta da ocorrência, classificou o caso como um acidente. Do que foi possível apurar pela GNR, no dia 17 de Fevereiro a vítima e um encarregado da câmara estavam no pátio das instalações da autarquia, atrás da igreja paroquial, onde são guardadas as viaturas de recolha de lixo do município. Não há informação sobre se houve algum desentendimento entre os dois homens. Apenas se sabe que José João Pardal foi atingido com um tiro de pistola na face.Quando os guardas chegaram ao local, que fica a 200 metros do posto de Alpiarça, o trabalhador ferido já tinha sido retirado e transportado ao hospital. Situação que foi confirmada pelo comandante do destacamento de Santarém da GNR, capitão Vítor Pragana. O oficial acrescenta que foram feitas diligências no sentido de se apurar o que se passou e de identificar o encarregado da câmara, que ainda se encontrava nas instalações. A versão apurada pela GNR na altura dos acontecimentos é a de que José João Pardal, que trabalhava nos serviços de recolha de lixo e era funcionário da autarquia há cerca de oito anos, tinha uma pistola dentro do bolso e ao tentar tirá-la a deixou cair. A arma ter-se-á disparado atingindo-o na cara. Na altura a GNR não encontrou ninguém que tivesse presenciado a situação. Nesse sentido não foram identificadas testemunhas.O alegado acidente ocorreu cerca das 17h00, meia hora após o horário de saída dos trabalhadores da secção de recolha de lixo. José Pardal, de 36 anos, esteve hospitalizado até dia 7 de Março, altura em que morreu. O funeral realizou-se no dia seguinte, ao fim da tarde. Para se descobrir o que aconteceu e em que conjuntura a pistola disparou, vai ser determinante a autópsia que foi feita à vítima. A realização de testes de balística, se forem requisitados pelo Ministério Público, que coordena as investigações, também podem ajudar a esclarecer o caso.O pai do trabalhador falecido, que também se chama José Pardal, disse a O MIRANTE desconhecer que o seu filho possuía uma pistola e espera que a investigação policial consiga determinar o que se passou.

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