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O dinheiro dos contribuintes

Edição de 30.03.2005 | Sociedade
A 13 de Dezembro de 1994, na Escola Artur Gonçalves, em Torres Novas, na altura da assinatura do protocolo de construção do pavilhão desportivo, o então secretário Adjunto da Ministra da Educação, Carlos Coelho, anunciou que o mesmo iria servir também as colectividades daquela zona da cidade. “Os contribuintes não iriam aceitar que o governo gastasse o seu dinheiro na construção de instalações desportivas muito próximas umas das outras”, disse o governante.O presidente da câmara de Torres Novas, António Rodrigues, aplaudiu as declarações e até fez algum humor com o nome do secretário de Estado ao afirmar, referindo-se ao facto de o pavilhão ir ser utilizado pela escola e pela comunidade: “vamos matar dois coelhos de um só tiro”.A cidade tinha um pavilhão municipal que, para além de antigo, era insuficiente para a actividade desportiva e a autarquia tinha-se disposto a pagar 20 por cento do pavilhão da Artur Gonçalves para solucionar esse problema. Um investimento que acabaria por não ser convenientemente rentabilizado, como o provam os nove anos que entretanto passaram.É a poucos meses da inauguração de um novo pavilhão desportivo em Torres Novas, anunciada para Julho, a que a câmara municipal decidiu atribuir a designação de “Palácio dos Desportos”, que se volta a falar da utilização do pavilhão da escola pela comunidade. Um pavilhão que deveria ter estado, desde a sua inauguração, aberto à comunidade, para evitar duplicação de gastos públicos na construção de equipamentos desportivos.

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