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Porcos a apodrecer na Ribeira do Cartaxo

Porcos a apodrecer na Ribeira do Cartaxo

Vala de suinicultura do Cartaxo deixou animais a descoberto
Edição de 30.03.2005 | Sociedade
Alguns cadáveres de porcos foram encontrados semi-enterrados nas imediações de uma suinicultura da Ribeira do Cartaxo, localidade situada entre o Cartaxo e a zona industrial de Vila Chã de Ourique, por uma pessoa que passeava o cão nas proximidades. Como se não bastasse, oito lagoas de águas residuais daquela unidade estão a drenar detritos directamente numa ribeir..A situação foi detectada quando o seu cão apareceu com um bacorinho morto na boca. A dona seguiu o animal e deparou-se com mais seis leitões e dois porcos adultos em estado de decomposição semienterrados numa vala.Um cenário pouco agradável e que se enquadra num local onde existem oito lagoas destinadas a águas residuais provenientes da suinicultura. Lagoas aparentemente sem protecção que vão despejando detritos de umas para outras até os mesmos serem lançados numa ribeira, que nesta época possui um escasso caudal.Uma equipa do Ministério da Agricultura deslocou-se a semana passada ao local tendo detectado, segundo informação prestada pelo gabinete de imprensa, que a vala criada no exterior na exploração para enterrar as carcaças dos animais, não teria a profundidade adequada. Situação que terá sido posta a descoberto pela presença habitual de cães vadios que cheiraram os animais e os desenterraram.De acordo com o responsável pela Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO), Fernando Madureira, o enterramento de animais é permitido desde que as carcaças fiquem a uma profundidade suficiente para serem absorvidas pela terra, o que não era o caso. Em alternativa as carcaças podem ser entregues em unidades da transformação de sub-produtos. No que respeita às lagoas de dejectos, a Direcção de Serviços de Gestão Ambiental (DSGA) da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) esclarece que não está apurada a legalidade da situação o que só acontecerá depois da realização de uma acção de fiscalização da equipa regional do ambiente.Segundo aquele organismo, a suinicultura em causa obteve licença prévia mediante a apresentação de projecto de sistema de tratamento de águas residuais, estando a decorrer o processo de licenciamento da exploração. Para o proprietário da suinicultura, Francisco Pedreira o que aconteceu foi acidental. “Os cães desenterraram os animais. Não posso fazer mais nada e o problema já está resolvido com a abertura de uma segunda vala”, disse a O MIRANTE. Quanto à questão do destino das águas residuais, Francisco Pedreira diz que existem cinco lagoas e que estão impermeabilizadas com plásticos na parte inferior, apesar de admitir que alguns detritos são lançados na ribeira. “Está a decorrer o licenciamento da pecuária e procuro não prejudicar ninguém, mas tenho de desenvolver a minha actividade”, afirmou.
Porcos a apodrecer na Ribeira do Cartaxo

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