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Um livro que conta a História do Reactor de Sacavém

O Reactor Nuclear Português - Fonte de Conhecimento uma edição de O MIRANTE

O Reactor Nuclear Português - Fonte de Conhecimento, editado pelo O MIRANTE, teve lançamento publico no passado dia 23, na FNAC do Colombo, em Lisboa.

Edição de 01.03.2006 | Cultura e Lazer
Da autoria de Jaime Oliveira, o livro conta a história do Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, desde a data da sua construção, em 1957, até aos nossos dias. Jaime Oliveira é doutorado em Física Nuclear e, desde 1961, data da inauguração do Reactor Nuclear, desenvolveu e orientou várias actividades naquele equipamento que continua a ser o único na Península Ibérica para a investigação científica e desenvolvimento tecnológico.O livro procura fazer um relato dos factos relacionados com o Laboratório de Sacavém, mais concretamente sobre a utilização do Reactor Nuclear, abordando no entanto muitas ideias, oportunidades, ameaças, nomes de instituições e de pessoas que directa ou indirectamente estiveram ou estão relacionadas com o Reactor Nuclear de Investigação.Para além do trabalho exaustivo do autor, o livro, com cerca de 650 páginas, inclui ainda testemunhos de dezena e meia de personalidades, cuja actividade profissional teve relação directa ou indirecta com a exploração do Reactor.O lançamento do livro deu-se no dia a seguir à reunião que juntou em Lisboa vários especialistas nacionais e estrangeiros em energia nuclear, naquela que foi, nos últimos trinta anos, a maior pressão exercida sobre os poderes em Portugal para que o Nuclear volte à agenda do governo português.João Caraça, professor, doutorado em Física Nuclear, consultor para a área da Ciência do Presidente da República, autor de vasta bibliografia e também ele antigo investigador no Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, apresentou o livro e falou do autor na qualidade de amigo e antigo colega.Falando para um público que encheu o auditório da FNAC, João Caraça chamou ao livro de Jaime Oliveira “uma enciclopédia do conhecimento” e lembrou o vasto currículo do autor que publicou cerca de dezena e meia de livros ao longo da sua vida.Depois de lembrar que existem em todo o mundo cerca de 443 reactores em pleno funcionamento, dos cerca de 650 que estão construídos, João Caraça salientou o facto de o Nuclear ter inaugurado em meados do século XX uma forma de aplicação dos resultados que derivam do estudo das leis da natureza. “Com a descoberta do nuclear nasceram também todos os sectores de estudo e aplicação da alta tecnologia”, salientou.Para João Caraça, o livro mostra-nos “o que se passou neste país nas ultimas décadas, o que nos faz pensar o quanto Portugal podia ser um país diferente. Quando pensamos no Nuclear pensamos que era por aqui que se podia construir um sector de alta intensidade tecnológica porque são nesses sectores que vemos os grandes países progredirem” “Sacavém, a determinada altura, tinha a maior concentração de doutorados do país. Depois não houve visão suficiente para manter aquele embrião. Tratamos sempre esta questão da alta tecnologia assobiando para o lado. Portugal podia ser hoje um país diferente. Podíamos ser hoje, na Europa e no Mundo, um centro de inteligência. Para mim, e digo isto com convicção, esta instituição é um exemplo de como, em tempos passados, se desbaratou um sector importante do nosso pais”.O livro é prefaciado por Júlio Pistacchini Galvão que salienta “a autoridade do autor que dedicou toda a sua brilhante carreira profissional como investigador ( : ) e é autor competente de livros do maior interesse para uma informação esclarecida da história da energia nuclear em Portugal”

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