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Desemprego e pobreza no topo das preocupações dos portugueses

Edição de 01.03.2006 | Economia
Os portugueses estão pessimistas quanto à melhoria da sua vida no futuro próximo, especialmente no campo do desemprego, em que são os menos optimistas da União Europeia, revela o Eurobarómetro divulgado na semana passada em Lisboa.Só a Hungria, com 44 por cento de cidadãos insatisfeitos em relação à sua vida em geral, bate o pessimismo dos portugueses.Os idosos e as pessoas com menos educação são os mais pessimistas, de uma percentagem de cerca de 40 por cento de inquiridos que acha que a sua situação pessoal vai piorar nos próximos 12 meses, a maior percentagem registada nos 25 estados-membros.Seguindo as previsões da OCDE que apontam para a subida do desemprego, os portugueses são “os menos optimistas da UE em relação à evolução do desemprego” no país e, consequentemente, os menos optimistas quanto à melhoria da situação financeira das suas famílias, revela a sondagem, efectuada em 30 países.O desemprego é a preocupação principal de 63 por cento dos inquiridos portugueses, entre vários temas, numa questão de resposta múltipla destinada a verificar o que mais aflige os europeus.A situação económica é eleita como prioridade por 42 por cento das pessoas em Portugal, seguida da inflação, com 32 por cento, áreas em que a preocupação expressa pelos portugueses excede a média dos outros cidadãos europeus.Questões como o terrorismo, a insegurança e a imigração estão bem abaixo na lista das preocupações dos portugueses que contribuíram para a elaboração do Eurobarómetro e em níveis inferiores à média europeia.Para os responsáveis pelo Eurobarómetro, estes resultados podem ser um reflexo da “crise económica”, com outras questões a serem relegadas para segundo plano.Embora todos os cidadãos inquiridos nos 25 tenham a luta contra a pobreza, exclusão social e desemprego no topo das prioridades de intervenção da União, são os portugueses a dizê-lo com mais veemência.

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