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Empresas da região voltam a ter acesso a apoios

Empresas da região voltam a ter acesso a apoios

Nersant promove sessão de esclarecimento sobre o novo PRIME

Nos últimos quatro anos o Governo não permitiu às empresas da região concorrerem a apoios por estarem numa região considerada desenvolvida. Agora volta a ser possível. Os novos incentivos dirigem-se essencialmente aos vectores do conhecimento, tecnologia e inovação.

Edição de 01.03.2006 | Economia
Após quatro anos impedidos de aceder a apoios estatais, os empresários da região podem agora concorrer ao novo PRIME - Programa de Incentivos à Modernização da Economia. O momento é de grande satisfação para a Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) que, na quinta-feira, promoveu uma sessão de esclarecimento sobre os incentivos a que se podem candidatar. Perante cerca de 300 empresários, o presidente da Nersant, José Eduardo Carvalho, abriu a sessão dizendo que há “atitudes censuráveis”, referindo-se à anterior decisão de retirar a região do Vale do Tejo dos programas de incentivos. E acrescentou que “estamos fartos da gente que vem dos bancos e que não percebe nada de empresas”. Os novos incentivos dirigem-se essencialmente aos vectores do conhecimento, tecnologia e inovação. E é dado um especial destaque à internacionalização, situação que agrada a José Eduardo Carvalho. “É uma nova era, uma nova vertente que vai obrigar-nos a mudar”, disse a O MIRANTE no final da sessão. Conforme explicou o gestor do PRIME, Nelson de Souza, existem disponíveis 531 milhões de euros. Acrescentou que os incentivos são mais orientados para áreas específicas e mais selectivos. Na sessão foi apresentado o SIME – Sistema de Incentivos à Modernização Empresarial que apoia projectos de criação e expansão de empresas em actividades de produção de bens e serviços, com vista ao seu posicionamento em mercados internacionais. Para este caso o investimento mínimo elegível é de 150 mil euros no caso das pequenas e médias empresas (PME), ou 600 mil euros para as grandes empresas. Está disponível um montante de 75 milhões de euros e os empresários podem candidatar-se no prazo de 60 dias. A grande aposta e novidade são os apoios dirigidos à participação de empresas portuguesas em certames internacionais. Os empresários da região que queiram divulgar os seus produtos no estrangeiro podem candidatar-se ao SIME-Internacional. Este sistema apoia a deslocação dos empresários ao estrangeiro, a sua estadia, a montagem de stands em feiras e a participação em concursos internacionais. Estão disponíveis 15 milhões de euros e as candidaturas terminam a 11 de Abril. Os mercados prioritários são Espanha, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, entre outros.Há ainda o SIED, que tem em vista sobretudo o desenvolvimento dos sistemas digitais/Internet das empresas. A prioridade vai para o reforço das capacidades técnicas e tecnológicas das PME e estimular a interactividade. O exemplo de um projecto que pode ser aprovado é o de uma oficina que crie um site onde os clientes podem marcar as revisões dos seus automóveis. Estão disponíveis 20 milhões de euros para candidaturas até 11 de Abril. O SIPIE foi o outro sistema apresentado e destina-se a apoiar pequenas iniciativas empresariais, como a criação e arranque de empresas de serviços de suporte nas áreas da moda e design, gestão ambiental, concepção e desenvolvimento de produto… No total estão disponíveis 10 milhões de euros.
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