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Azambuja abandona Festival do Tejo

Cartaxo tenta a todo o custo manter projecto que arrancou no concelho

Azambuja decidiu abandonar o Festival do Tejo por dificuldades orçamentais. O município vizinho do Cartaxo tenta a todo o custo salvar o projecto.

Edição de 01.03.2006 | Sociedade
A Câmara Municipal de Azambuja decidiu abandonar o projecto do Festival do Tejo por dificuldades orçamentais da autarquia, que este ano cortou radicalmente na fatia da cultura.A informação foi dada a O MIRANTE pelo vereador com o pelouro da cultura, Marco Leal (PS). O autarca lamenta que o evento deixe de contar com a participação do município na organização de um festival de qualidade, mas sublinha que a redução das verbas do orçamento municipal obrigou a que se estabelecessem outras prioridades.“Ao nível da cultura mantivemos apenas para este ano a música e o teatro nas escolas do concelho”, reconhece Marco Leal.Anualmente a Câmara Municipal de Azambuja gastava cerca de 45 mil euros com o projecto, tal como a autarquia do Cartaxo, parceira na iniciativa. Marco Leal considera que é um valor razoável, tendo em conta os preços de mercado para organizar um evento desta natureza.“Um só espectáculo com os Xutos e Pontapés custaria 33 mil euros. Com 45 mil euros conseguíamos um festival nacional com vários grupos a participar”, realça o responsável pela pasta da cultura.Marco Leal lembra também que o Festival que nasceu para promover exclusivamente a música portuguesa viu-se obrigado a abrir as portas a grupos estrangeiros na última edição. Razões económicas ditaram a mudança e fizeram o festival perder alguma originalidade.O vereador explica que a ideia era que a câmara patrocinasse o arranque do festival que deveria consolidar-se e adquirir autonomia. O autarca dá o exemplo do Festival de S. Silvestre. “A participação que a autarquia dá é mínima. É um evento que está já sedimentado”, exemplifica.Marco Leal lamenta igualmente as críticas feitas pela oposição ao projecto do Festival do Tejo, que na sua perspectiva nunca foi compreendido na verdadeira dimensão.O vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Ribeiro (PS), que tem também o pelouro da cultura, disse ao nosso jornal que a autarquia cartaxense atravessa igualmente um momento de restrição financeira, mas está a tentar a todo o custo manter o festival que arrancou no concelho, na Praia Fluvial de Valada.“Estamos a fazer os possíveis para manter o festival até porque já é uma imagem de marca”, realça Pedro Ribeiro.O Festival do Tejo nasceu na praia fluvial do Tejo, em Valada, em 2000. Em 2003 o município de Azambuja associou-se ao evento. O festival mudou-se de malas e bagagens para a praia da Casa Branca e passou a ser organizado conjuntamente pelos dois municípios. O contrato entre as duas autarquias, que recebiam alternadamente o projecto, terminou no ano passado. O evento, organizado pela empresa Código 365, chegou a estar referenciado como um dos melhores festivais nacionais e integrou a rota dos festivais de Verão.Ana Santiago

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