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Burocracia trava receitas

Rodoviária ainda não ganhou nada com os transportes urbanos de Tomar
Edição de 01.03.2006 | Sociedade
Foi o primeiro e deverá ser o último negócio do género realizado entre a Rodoviária do Tejo e uma câmara municipal, neste caso a de Tomar, relativamente aos transportes urbanos. Contrariamente aos acordos anteriormente estabelecidos com diversos municípios, a Rodoviária do Tejo negociou com a Câmara de Tomar não só a cedência de mão-de-obra (motoristas) como também uma parte das receitas do tarifário imposto pela autarquia.O negócio parecia à partida bom mas a operadora não contou com a burocracia do processo de implementação das tarifas nos transportes urbanos. Apesar dos autocarros terem começado a circular em Outubro, só a 20 de Fevereiro é que o município começou efectivamente a cobrar ao utente o seu pagamento e a transportadora de passageiros só vai começar a ver algum dinheiro no final de Março.Isto porque, como informou a autarquia, em Outubro, a cobrança das tarifas estava dependente da aprovação do respectivo regulamento de funcionamento dos TUTomar, o qual fixa os valores dos bilhetes e cartões.O regulamento esteve em inquérito público até 9 de Novembro, tendo sido depois objecto de deliberação da assembleia municipal, com a aprovação a seguir para publicação em Diário da República.“Só depois de cumpridas todas as formalidades legais é que poderão ser cobradas as tarifas dos transportes urbanos de Tomar”, refere o ofício enviado pelo município à Rodoviária do Tejo.E o município, quando questionado pela Rodoviária, foi bem claro – a operadora só poderia começar a receber a referida percentagem (não divulgada) quando fossem resolvidos todos os trâmites legais para implementação das tarifas.“Foi um risco que assumimos e não podemos culpar a Câmara de Tomar por isso, uma vez que agiu sempre dentro da legalidade da situação”, diz Orlando Ferreira, administrador da Rodoviária do Tejo. Um risco que, assegura, a operadora não deverá voltar a correr.

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