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Câmara do Cartaxo investe em terrenos

Câmara do Cartaxo investe em terrenos

Assembleia municipal autoriza permuta e aquisição
Edição de 01.03.2006 | Sociedade
A Câmara do Cartaxo obteve luz verde da assembleia municipal, realizada a 22 de Fevereiro, para a permuta de uma parcela de terreno com o proprietário da herdade dos Chavões e para a aquisição de uma parcela em frente à Adega Cooperativa do Cartaxo.No primeiro negócio, a câmara vai permutar um seu terreno contíguo à zona industrial de Vila Chã de Ourique, com uma parcela de terreno a desanexar da herdade dos Chavões.Desta propriedade é cedida uma parcela com cerca de 15 mil metros quadrados e, em contrapartida, a Câmara do Cartaxo cede uma área classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN) de montado de sobro, com pouco mais de 54 mil metros quadrados. A proposta partiu do proprietário do terreno que pretende regularizar a sua propriedade e vem ao encontro do interesse da câmara em consolidar na zona industrial um parque para veículos pesados para servir aquele complexo, mas também Vila Chã de Ourique, que começa a ter problemas de parqueamento de pesados.O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), reiterou, à semelhança do que fez após a reunião camarária que aprovou a deliberação por unanimidade, que se trata de um bom negócio para a autarquia. Terreno para parque intermodalNo que respeita ao terreno a comprar em frente à adega cooperativa, a assembleia aprovou a deliberação por maioria, com os votos favoráveis de PS e CDU e as abstenções de PSD e BE.Em causa está a aquisição de um terreno que sirva como reserva estratégica da autarquia, com possibilidade de criação de um parque intermodal destinado a quem entra na cidade pela variante à EN-365-2.Ainda que não exista plano concreto para o terreno, Paulo Caldas admite a possibilidade de dispor de um parque para quem visita a cidade pelo lado sul e possa ali deixar a viatura, apanhando os veículos dos transportes urbanos (TUC).A câmara já chegou ao compromisso de pagar 25 mil euros para alargamento da estrada na zona da curva junto à adega cooperativa, que estava anteriormente negociado. Além de se propor adquirir uma área com cerca de 1,8 hectares, junto à quinta do Sisudo. Uma parcela habilitada para construção em 300 metros quadrados, sem condicionantes de REN e de RAN, que vai custar à autarquia 200 mil euros a pagar a dois ou três anos.Paulo Caldas adiantou ainda que a quinta do Sisudo poderá ter um aproveitamento futuro como parque municipal, dando uma entrada mais digna à cidade. O deputado do BE, Francisco Colaço, colocou dúvidas na aquisição de um terreno sem haver para ele um projecto definido e lembrou que, em matéria de parques municipais, o parque de Santa Eulália continua ao abandono.Luísa Pato (PSD) recordou que também o terreno do Casal Branco foi adquirido com condicionantes para se criar uma zona industrial alternativa e que o processo ainda não foi concluído. “Não se deve especular, aprovar terrenos e depois fazer o que se entender com eles”, sugeriu.Ricardo Carreira
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