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Central do Pego investe para reduzir poluição

Central do Pego investe para reduzir poluição

Dois catalizadores de grandes dimensões vão reduzir em 80 por cento as emissões de dióxido de enxofre

Central termoeléctrica vai instalar um sistema único em Portugal para melhorar o ambiente no concelho de Abrantes, onde está instalada. Um investimento de 170 milhões de euros.

Edição de 01.03.2006 | Sociedade
A partir de 2008 a central termoeléctrica do Pego, Abrantes, vai reduzir os níveis de poluição com um equipamento que vai começar a ser instalado a partir deste mês. O estaleiro da empresa Alstom, que ganhou o concurso, já está a ser montado junto à central. Vão ser montados dois enormes catalizadores cujo princípio é o mesmo dos utilizados nos automóveis: reter elementos poluentes.No total a Tejo Energia vai investir 170 milhões de euros. O financiamento será garantido através de um empréstimo bancário no valor de 600 milhões de euros que se destinam também a resolver o passivo da empresa que é de 400 milhões de euros. As explicações foram dadas pelo administrador da empresa que adquiriu a central em 1993 por 900 milhões de euros, Paulo Almirante.Com estes novos equipamentos, que permitem a sua actualização no futuro, a Tejo Energia pretende reduzir em 80 por cento as emissões de dióxido de enxofre e em 37 por cento as de óxido de azoto presente nos fumos. A empresa quer ainda reduzir em vinte por cento as partículas resultantes da transformação do carvão em electricidade.No final da instalação dos equipamentos, em 2008, a central vai estar a emitir fumos poluentes em níveis mais baixos em cerca de metade do que é exigido por uma directiva comunitária que entrará em vigor em 2015.Paulo Almirante revelou que é a primeira vez que um equipamento destes é instalado em Portugal, o que representa o cuidado que a empresa tem com o ambiente. O projecto começou a ser desenvolvido em 2001, conforme adiantou o administrador da Tejo Energia. Ano em que se iniciou o estudo de selecção da melhores tecnologias. Entre 2002 e 2004 foi elaborado o estudo de impacte ambiental.Os trabalhos vão obrigar à paragem alternada, durante três meses, de cada um dos dois grupos de produção de energia, no primeiro e terceiro trimestres de 2007. A Tejo Energia prevê que estejam envolvidas na construção 350 pessoas entre Setembro deste ano e o mesmo mês de 2007. Estima-se ainda a criação de cerca de 25 novos postos de trabalho, após a construção dos novos equipamentos.Nos últimos anos a central tem tido uma utilização superior a 80 por cento da capacidade máxima. Com estes sistemas de redução da poluição o país pode continuar a contar com uma unidade que é responsável por cerca de dez por cento da produção anual de electricidade. Diariamente a CP tem em permanência quatro comboios a transportar cada um cerca de 60 toneladas de carvão de Sines, onde chega por via marítima, para a central do concelho de Abrantes.A Tejo Energia foi constituída em 1992, tendo como accionistas a International Power (Reino Unido) com 50 por cento, a espanhola Endesa (38,9 %) e EDP – Electricidade de Portugal (11,1%). O volume de negócios em 2005 foi de 231,1 milhões de euros. Segundo disse Paulo Almirante, a empresa contribui com 20 por cento de todo o IRC (imposto sobre rendimentos de pessoas colectivas) cobrado no distrito de Santarém.
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