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Proibido construir nos terrenos da Metalgrupo

Proibido construir nos terrenos da Metalgrupo

Presidente da Câmara do Cartaxo desmente rumores sobre possível urbanização

Qualquer proposta para projecto imobiliário terá resposta negativa na vigência do actual Plano Director Municipal.

Edição de 01.03.2006 | Sociedade
O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), garante que não se pode construir nos terrenos da falida empresa Metalgrupo e mostra-se disponível para aprovar, em reunião de câmara, a anulação da deliberação de alteração do uso do solo daqueles terrenos. Paulo Caldas respondeu assim aos eleitos da CDU e do PSD que abordaram o assunto na sessão da assembleia municipal de 22 de Fevereiro. O autarca desmentiu os rumores aventados pelo eleito comunista Délio Pereira de que a área onde está instalada a Metalgrupo possa vir a receber projectos imobiliários.“Qualquer projecto imobiliário que se apresente no actual Plano Director Municipal (PDM) para os terrenos da Metalgrupo vai ter uma resposta: não”, assegurou Paulo Caldas à assembleia. Recordou ainda que os terrenos da empresa continuam classificados como espaço industrial. O assunto foi levantado por Délio Pereira que lembrou os rumores que correm acerca da possibilidade de os cerca de 50 mil metros quadrados dos terrenos onde está instalada a Metalgrupo - localizados numa zona apetecível da cidade, junto ao campo de futebol e à Quinta das Pratas - se destinarem à “ganância da especulação imobiliária”.“A empresa abriu falência e não foram certamente os 106 trabalhadores que se encontram no desemprego a beneficiar”, sublinhou Délio Pereira. Que questionou também quem beneficiou com os subsídios comunitários atribuídos à Metalgrupo quando, há dois anos, era considerada uma empresa piloto no concelho pela câmara e pela Nersant.Paulo Caldas aceitou ainda o desafio lançado pela deputada social-democrata Luísa Pato (PSD) de levar à próxima reunião de câmara uma proposta de anulação da deliberação que alterou o uso de solo dos terrenos onde está instalada a Metalgrupo. Com uma condição: que a proposta parta dos elementos do PSD no executivo municipal. “Apesar de não considerar a medida necessária, aprovo-a”, assegurou o autarca socialista. O edil do Cartaxo lembrou que a câmara só avançou com uma aprovação específica de conversão daquela unidade para que ela pudesse ter uma alternativa e transitar para a zona industrial do Casal Branco. E recordou que o processo da Metalgrupo é acompanhado por um técnico judicial.Luísa Pato considerou o discurso de Paulo Caldas e lembrou que, como vereadora, tinha votado contra qualquer alteração do uso do solo onde a empresa está implantada.Ricardo Carreira
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