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Na finalização esteve a virtude

Riachense vence Fazendense no primeiro jogo da fase final do Campeonato Distrital de Futsal Feminino

O Riachense, mais experiente e com melhor índice de finalização, venceu o Fazendense e ficou mais perto do objectivo de vencer o campeonato distrital de futsal feminino. Num jogo bem disputado e com o pavilhão cheio, qualquer das equipas podia ter ganho, mas as atacantes de Riachos foram mais fortes.

Edição de 08.03.2006 | Desporto
O Riachense entrou com o pé direito e venceu, no domingo à tarde, o Fazendense, por 3-1, no primeiro jogo da fase final do Campeonato Distrital de Futsal Feminino, realizado no Pavilhão Municipal de Fazendas de Almeirim, que esteve muito bem composto de espectadores, que puxaram pelas suas equipas de princípio a fim.Com o ambiente muito quente que se fazia sentir no pavilhão, cedo deu para ver que as coisas não iam ser fáceis para ninguém. Os primeiros minutos mostraram um Fazendense determinado em procurar a vitória. Mas o Riachense, mais prático, com uma equipa mais compacta e mais prática, fazia chegar mais facilmente a bola às suas avançadas, e por isso foram as primeiras a criar perigo.Logo no início do jogo as riachenses construíram, em contra-ataque, duas boas ocasiões para marcar. Aos oito minutos, Vera lança bem Cátia que, sozinha frente à guarda-redes Tânia Arsénio, atirou ao lado. Dois minutos depois a mesma jogadora atirou à figura da guarda-redes do Fazendense. As duas equipas jogavam para ganhar e arriscavam muito, principalmente a equipa do Fazendense, que acertou melhor as marcações e começou a aparecer com mais perigo junto da baliza do Riachense. Inês Lopes dava nas vistas. Com a sua irreverência puxava as suas companheiras para diante e, aos 15 minutos, com um forte remate cruzado, bateu Edite e fez o primeiro golo do jogo, colocando em delírio o pavilhão. A equipa do Riachense passou então por um mau bocado, e a guarda-redes Edite mostrou toda a sua categoria, fazendo defesas quase impossíveis. Como a que aconteceu aos 26 minutos, altura em que respondeu com um golpe de rins a um remate forte de Inês Lopes. O intervalo surgiu com o Fazendense justamente na frente do marcador. Mas o Riachense regressou melhor para o segundo tempo. Vera era a jogadora mais perigosa da equipa e logo aos 32 minutos esteve bem perto do golo, mas a bola embateu na trave. Um minuto depois, numa excelente jogada de contra ataque, Sandra colocou a bola na direita em Vera que com um remate cruzado restabeleceu a igualdade.As jogadoras de Fazendense enervaram-se e desarticularam-se um pouco. A equipa de arbitragem tomou algumas decisões no mínimo bizarras, e isso contribuiu em muito para criar um clima de crispação dentro do pavilhão, que se arrastou para as equipas.O Riachense conseguiu manter a cabeça mais fria e, aos nove minutos, colocou-se na frente do marcador, com um golo obtido por Joana. Este golo surgiu na sequência de uma falta cometida por uma jogadora do Riachense, que o árbitro não assinalou, e por isso as fazendenses ficaram ainda mais enervadas. Neuza acabou por ver um cartão amarelo na sequência do lance e, aos 12 minutos, numa jogada infantil, meteu a mão à bola dentro da sua área e viu o segundo amarelo e o consequente vermelho. Na marcação da grande penalidade, Cátia permitiu a defesa de Tânia Arsénio.O Fazendense tentou tudo e voltou a dispor de duas boas oportunidades para marcar. Mas em ambas falhou a baliza. Os erros de arbitragem acentuaram-se e embora acontecessem para os dois lados, a equipa das Fazendas de Almeirim foi a mais prejudicada.Contudo, a equipa de Riachos não teve culpa, e depois de ter passado por alguns momentos de aflição, voltou a marcar. Iam decorridos 58 minutos, em mais um contra ataque, que nasceu de uma falta clara sobre a pequena Ana Matias, Sandra isolou-se e bateu Tânia Arsénio sem dificuldade.O resultado do jogo estava feito, e embora a equipa do Fazendense não se tivesse entregue, já não deu para o modificar. A vitória acaba por assentar bem à equipa do Riachense, que soube ser mais fria e calculista, e também finalizar melhor as oportunidades que teve. A dupla de arbitragem, formada por Jorge Santos e António Gonçalves, esteve em muito mau plano. Com uma dualidade de critérios gritante, prejudicou as jogadoras e o espectáculo, que foi emocionante de princípio ao fim. E contribuiu para as cenas pouco correctas que se passaram no final do jogo.

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