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Aprendam a falar claro

Edição de 08.03.2006 | O Mirante dos Leitores
Concordo com a medida de limitação de tempo de intervenção aprovada pela Assembleia Municipal de Torres Novas. É tempo dos políticos, mesmo os políticos amadores, como é o caso, aprenderem a ser sucintos. Aprenderem a não ser chatos e a irem directamente aos assuntos. Deixem-se de politiquês.Quem já assistiu a reuniões de Assembleias Municipais – Infelizmente já assisti a algumas – sabe que a maior parte do tempo é passado a serrar presunto, como se diz na gíria. Por outro lado são conhecidas as qualidades de produção de chouriços oratórios da maioria dos eleitos daqueles e de outros órgãos autárquicos. As generalizações são sempre abusivas e injustas. Não ignoro que há detentores de cargos políticos que preparam convenientemente as suas intervenções e que conseguem em breves minutos dizer o que outros não conseguem em horas de blá, blá, blá. Mas para esses esta limitação de tempo não faz mossa. Esses conseguem dizer o que têm a dizer com grande economia de tempo. A limitação dos tempos de intervenção deveria ser adoptada em todas as assembleias e executivos municipais. Uma coisa é a discussão de café e outra é a discussão em tempo pago pelos contribuintes. Se o tempo disponível para uma ordem de trabalhos de 6 pontos se esgota no primeiro há que fazer outra reunião e lá vão mais umas centenas de euros em senhas de presença. Meus senhores, sejam pão, pão, queijo, queijo. Deixem-se de floreados oratórios. Deixo uma sugestão aos eleitos da oposição, queixem-se de discriminação à Comissão Nacional de Eleições. Não é justo que não tenham o mesmo tempo dos partidos mais votados. Se no período de campanha eleitoral a CNE obriga os órgãos de comunicação social a dar o mesmo tempo a todas as candidaturas é justo que no período pós-eleitoral vigore o mesmo sistema…em nome da igualdade e da não discriminação. Afinal, um disparate dito por um eleito do partido mais votado tem a mesma importância de um disparate dito por um membro de um partido minoritário. João Castro Fernandes

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