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Oposição critica clima de intimidação em Alpiarça

Edição de 08.03.2006 | Sociedade
A oposição na Assembleia Municipal de Alpiarça acusou, na sessão de 27 de Fevereiro, a maioria socialista na câmara municipal de intimidar os municipes. Em causa está a forma como reagiu a vereadora Vanda Nunes (PS) quando foi acusada por uma munícipe na sessão anterior de usar da viatura da câmara para fins pessoais. CDU e PSD consideraram que existe um clima de medo. José Miguel Carvalho (CDU) sublinhou na sua intervenção no período antes da ordem do dia que é necessário “inverter esta tendência para ameaçar as pessoas com tribunais”. “As pessoas podem até exceder-se” quando colocam as questões na assembleia, “mas isso não justifica as ameaças, porque isso cria um medo nas pessoas para falar”, reforçou. O deputado municipal do PSD, João Brito, também não gostou do que ouviu na sessão da assembleia de 27 de Dezembro. “Há coisas mais importantes para fazer do que andar-se a perder tempo com ameaças”, disse, acrescentando que não tinha encontrado nada de grave nas declarações que foram proferidas pela munícipe Gabriela Coutinho - que foi candidata pelo PSD à presidência da câmara nas últimas eleições. João Brito criticou também o facto de o caso estar bastante pormenorizado na acta da assembleia em causa. “No caso da Gabriela há aqui um relatório que parece um romance”. O que no entender do eleito do PSD demonstra a intenção de vir a usar a acta contra a munícipe. Em defesa da vereadora veio o deputado municipal socialista Paulo Espírito Santo, considerando que “há sítios para se provar se as acusações são verdadeiras ou não”, referindo-se aos tribunais. Sobre o facto da vereadora ter dito à munícipe que ia ter que “apresentar provas documentais para o assunto ser tratado em sede própria”, Paulo Espírito Santo disse não entender a resposta como forma de coacção. Acrescentando que “é simplesmente democracia” e que esta “exige regras”. Sublinhou ainda que as competências da assembleia são limitadas e que existem locais próprios para se fazerem as acusações sobre alguém que esteja violar a lei. A denúncia de que Vanda Nunes alegadamente utiliza indevidamente a viatura do município que lhe está distribuída surgiu no final da sessão da assembleia municipal de Dezembro. Gabriela Coutinho interveio no período destinado ao público e manifestou a sua indignação por ver constantemente o carro da autarquia parado à porta da habitação de Vanda Nunes. Na altura a vereadora argumentou: “Se o carro está parado à minha porta no fim-de-semana é porque não o uso para fins pessoais”. E disse em declarações a O MIRANTE que “as acusações são infundadas” e que “os vereadores por lei têm direito a utilizar a viatura para os fins que se justifiquem”, salientando que nunca fez uso pessoal do carro do município.

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