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Pombo moribundo alarma urgências

Entidades contactadas nada fizeram para retirar a ave do interior do Hospital de Santarém

A situação mostra como ainda há muitas dúvidas sobre como lidar quando surgem aves mortas ou aparentemente doentes.

Edição de 08.03.2006 | Sociedade
Um pombo moribundo esteve durante várias horas num recanto da entrada das urgências do Hospital de Santarém na tarde e noite de 27 de Fevereiro. Um utente denunciou a situação a meio da tarde e quando saiu, cerca da meia-noite, a ave ainda se encontrava no local. Nenhuma entidade com competências na matéria actuou e do hospital não nos souberam explicar o que foi feito da ave.Vítor Lopes alertou o segurança das urgências, o funcionário do guichê de informações, a PSP de Santarém e até ligou para o 112. “Numa altura em que se fala tanta da gripe das aves liguei até para dois números de apoio e no primeiro aconselharam-me a isolar a zona onde estava o pombo”, acrescenta Vítor Lopes. Mas nada foi feito. E foi isso mesmo que denunciou a várias entidades, incluindo o Ministério da Saúde.Fonte da administração do Hospital de Santarém assegurou a O MIRANTE que é normal haver pombos junto ao edifício e jardins da unidade clínica e que as tentativas para afugentar a ave não resultaram.Indica ainda a mesma fonte que, com base nas notícias vindas a público acerca do vírus e não estando a ave morta, não teria sido necessário fazer uma “operação especial e criar uma situação alarmista”. A situação mostra como ainda há muitas dúvidas sobre como lidar quando surgem aves mortas ou aparentemente doentes. Da parte das forças de segurança ainda se está na fase de concertação de posições com o governo civil e protecção civil distrital para actuação uniforme em relação a casos similares.No caso da PSP de Santarém, aquela força já recebeu alguns fatos, máscaras, material de manuseamento e de desinfecção, para lidar com situações de denúncia relacionadas com a gripe aviária. De acordo com o chefe Azevedo, tudo indica que irão ser elementos das brigadas de minas e armadilhas de desactivação de engenhos explosivos e segurança em subsolo (EXSS) a lidar com a situação, por disporem de mais experiência e material adequado. “Até à data recebemos dois alertas acerca de aves mortas que foram comunicadas à Direcção Geral Veterinária”, revela o chefe Azevedo.Em marcha na PSP está ainda a criação de planos de emergência em caso de detecção de focos infecciosos e de evacuação, assim como a identificação das explorações avícolas e de locais de comercialização de aves. No que respeita à GNR foram recebidas duas denúncias de aves mortas até à data. Uma cegonha e um melro, mas que nada revelaram em relação à doença. “O problema é que morrem aves todos os dias, mas neste momento as pessoas alertam-nos para todo o género de situações”, recorda o oficial de relações públicas do comando distrital de Santarém da GNR, major Pereira.Ao contrário da PSP, a GNR não recebeu os equipamentos adequados para acções no terreno por parte da Protecção Civil Distrital. Fatos de protecção, luvas, máscaras à razão de um conjunto por cada destacamento. “Temos um raio de acção bem maior que o da PSP o que justificaria a entrega de material”, sustenta o responsável da GNR.No Hospital de Santarém o acompanhamento do evoluir da situação da gripe aviária é assegurado em contacto permanente com a Direcção Geral de Saúde. O director da DGS, Francisco George, esteve em Novembro último numa conferência dos 20 anos do Hospital de Santarém, altura em que fez um ponto da situação.Ricardo Carreira

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