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A defender também se ganha

Rio Maior foi a primeira equipa a vencer esta época em Fátima

O Rio Maior foi vencer 1-0 a Fátima, num jogo em que mostrou acima de tudo uma excelente organização defensiva e os seus jogadores manifestaram um espírito de entreajuda verdadeiramente notável. O Fátima raramente conseguiu contrariar o jogo do adversário e acabou por sofrer a primeira derrota caseira da época.

Edição de 15.03.2006 | Desporto
Não foi preciso esperar muito tempo para perceber que o União de Rio Maior foi com a lição bem estudada para Fátima, onde defrontou a equipa local em jogo a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional da Segunda Divisão.O treinador dos riomaiorenses montou a sua estratégia numa toada defensiva, e tratou de colocar homens a marcar em cima os jogadores mais influentes da equipa do Fátima. A estratégia resultou em cheio. Morgado, Miguel Xavier e Nino, que são habitualmente os principais desequilibradores da equipa local, nunca conseguiram sair do espartilho em que foram colocados. Levar pelo menos um pontito de Fátima era nitidamente a intenção de João Sousa.Do outro lado, o Fátima atacou muito. Jogou a maior parte do tempo junto da área do Rio Maior, mas raramente conseguiu ultrapassar a defesa e quando o conseguiu lá estava o guarda-redes Hugo Pinheiro, que com três excelentes defesas obstou a que a bola entrasse na sua baliza.Os riomaiorenses deixavam o Fátima jogar até à entrada do seu meio campo, mas a partir daí toda a gente defendia. Por isso, embora disputado dentro do seu meio campo, a bola raramente chegou com perigo à baliza de Hugo Pinheiro. O primeiro remate aconteceu aos 17 minutos e passou muito por alto.Aos 25 minutos, na única vez que chegou com algum perigo à área do Fátima, o Rio Maior marcou. Foi uma jogada brilhante de Amadeu, que recebeu a bola na esquerda, flectiu para o centro, passou por dois defesas fatimenses, entrou na área e rematou. A bola foi desviada por um defesa e ressaltou para Armando, que com um remate à meia-volta atirou a contar.Se até aí tinha defendido, o Rio Maior acertou ainda mais a sua estratégia. Toda a gente passou a defender e só esporadicamente aparecia alguém na frente. No Fátima notava-se sobretudo alguma falta de inspiração, e embora o seu domínio fosse em algumas fases esmagador, nunca conseguiu grandes lances de perigo.Na primeira parte foi mesmo de bola parada que os comandados de Paulo Torres conseguiram a sua grande oportunidade. Num livre directo descaído para a esquerda, Miguel Xavier atirou em arco sobre a barreira. Já se gritava golo nas bancadas, mas aí brilhou Hugo Faria, que com uma defesa “impossível” desviou para canto.À entrada para a segunda parte, Paulo Torres, que já tinha sido obrigado a fazer um substituição forçada, devido a lesão de Miguel Gama, arriscou ainda mais fazendo entrar o ponta de lança Alex, e mais tarde tirou o trinco Pedro Regueira e lançou mais um homem de ataque, Pedro Canoa.O resultado foi o de um acentuar ainda mais a pressão sobre a defensiva do Rio Maior. Mas os comandados de João Sousa nunca perderam o controlo do jogo. Foram sustendo todas as arremetidas dos fatimenses.Só aos 68 minutos se voltou a gritar golo no estádio, novamente na marcação de um livre directo, que teve os mesmos protagonistas, Miguel Xavier e Hugo Pinheiro. Mais uma vez, o guarda-redes levou a melhor.O Rio Maior foi feliz e conseguiu uma vitória preciosa, num jogo em que a equipa de arbitragem esteve em bom plano.No final do jogo, na sala de imprensa, o treinador do Rio Maior, João Sousa foi pragmático. “Sabíamos que o Fátima nos era superior, tratámos de jogar para não perder, tínhamos dez por cento de hipóteses de vencer, fomos felizes e essa pequena margem acabou por chegar para levarmos os três pontos”, referiu.Por sua vez o treinador do Fátima, Paulo Torres, embora tenha destacado o espírito de luta, lamentou a falta de inspiração de alguns jogadores da sua equipa. “Não conseguimos os desequilíbrios que planeamos e por isso o Rio Maior conseguiu controlar o jogo”.

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