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Cooperar para competir

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Nersant apresenta plano estratégico de inovação para a região de Santarém

Cooperação e união em redor de um só objectivo – uma região inovadora e competitiva – é o que se exige aos agentes económicos, políticos e sociais do distrito de Santarém. A exigência está bem patente no Plano Estratégico de Inovação e Competitividade para a região, encomendado pela Nersant e apresentado esta terça-feira em Torres Novas.

Edição de 15.03.2006 | Economia
Debilidades ao nível da qualificação dos recursos humanos, pouca cooperação empresarial, falta de uma cultura de inovação e empreendedorismo e escassez de estruturas. Foram estas as principais lacunas encontradas no Ribatejo pelos coordenadores do Plano estratégico de Inovação e Competitividade para a Região de Santarém.Como pontos fortes, o estudo aponta o potencial competitivo de alguns sectores de actividade empresarial, como a agricultura e a pecuária, agro-indústria, ambiente, os curtumes, a exploração florestal, a madeira e o mobiliário e o turismo.Encomendado pela Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), que o justifica com a necessidade premente de definir para o distrito uma única linha estratégica, a pensar já no próximo Quadro Comunitário de Apoio (2007/2013), o estudo pesou os pontos fortes e os pontos fracos da região e traça o caminho rumo à inovação e diferenciação pela positiva.O objectivo geral que esteve subjacente à elaboração do plano é a definição de linhas estratégicas e acções concretas que funcionem em conjunto como elemento mobilizador da região, em torno das temáticas da inovação e da competitividade, consideradas por Mira Amaral e Augusto Medina, responsáveis da Sociedade Portuguesa de Inovação que coordenaram o plano, como a base de uma nova geração de políticas regionais.A estratégia apontada no documento, apresentado terça-feira em Torres Novas, assenta em sete áreas prioritárias - a criação e/ou reforço de competências na área da inovação; o fomento do empreendedorismo; fomento da capacidade tecnológica e da utilização das tecnologias de informação e comunicação; a criação/dinamização de infra-estruturas e instituições; o desenvolvimento de redes de cooperação e o reforço da internacionalização. Cada uma destas áreas enquadra um total de 27 projectos dinamizadores, que pretendem abranger os 21 concelhos do distrito de Santarém e ainda o concelho de Azambuja (distrito Lisboa).O estudo é bem claro ao considerar que os três vectores em que deve assentar a estratégia de desenvolvimento da região – valorização das suas potencialidades, criação de condições de base para a inovação e fomento da internacionalização, aumento das exportações e atracção de investimento estrangeiro – só funcionará a médio prazo se houver uma concertação de vontades.“Os projectos apresentados prevêem o envolvimento de um conjunto alargado de entidades da região – autarquias, empresas, instituições de ensino, de formação, de inovação e desenvolvimento e Nersant – e, em alguns casos, de outras regiões do país e do estrangeiro, procurando-se incentivar, desta forma, a cooperação institucional e a internacionalização da região”, refere o estudo.Da mesma opinião é a associação empresarial que congrega grande parte dos empresários da região de Santarém. Para a Nersant, a região de Santarém só poderá desenvolver uma cultura de inovação em todos os sectores de actividade, “actualmente quase inexistente”, se acabarem de uma vez por todas as chamadas “guerras de capelinhas”.“Para se concretizar o objectivo proposto é preciso mudar as mentalidades e a gestão levada a cabo pelas empresas, autarquias e escolas”, refere o presidente da Nersant, José Eduardo Carvalho.Que apesar de considerar ser um trabalho “difícil e hercúleo” acredita ser possível. Desde que o plano agora apresentado passe do papel e seja encarado como um instrumento útil para o incremento da competitividade do distrito. Por todos e para todos. Haja vontade.Margarida Cabeleira
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