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Unir o distrito e ganhar militantes

António Rodrigues diz que se candidatou devido à “insistência” de alguns apoiantes
Edição de 15.03.2006 | Política
António Rodrigues diz que se for eleito presidente da Federação Distrital de Santarém do PS vai pugnar pela junção das comunidades urbanas do Médio Tejo e da Lezíria e prometeu muito trabalho e dinamismo para tirar essa estrutura do “laxismo e algum deixa andar” em que viveu “nos últimos anos”. “As comunidades urbanas da Lezíria e do Médio Tejo são pequenos bairros no contexto europeu e era bom que no distrito de Santarém se percebesse que divididos não vamos a lado nenhum”, afirmou o candidato, que nesse capítulo está em sintonia com o seu adversário. O candidato confessou perante algumas dezenas de apoiantes que não é homem de grandes discursos, mas mesmo assim, na apresentação da sua candidatura, na manhã de segunda-feira na sede distrital do PS em Santarém, deixou alguns objectivos internos e externos.Para dentro, Rodrigues apontou a necessidade de se começar a preparar as próximas autárquicas a pensar na reconquista de municípios que já estiveram nas mãos do PS, como Santarém, Tomar, Entroncamento e Alcanena. “Porque não é na véspera que as eleições se planeiam e se escolhem os candidatos”. Considera também importante duplicar o número de militantes, que é actualmente de 2.500. A intenção é dar maior peso à federação distrital junto dos órgãos nacionais.Para o exterior, defendeu um consenso alargado entre várias entidades e instituições para que a junção das duas sub-regiões se possa verificar. A começar pelos autarcas, que “devem ter coragem” para dar esse passo. E considera fundamental que os fundos comunitários do próximo quadro comunitário de apoio para o distrito sejam geridos por uma única entidade. “Faz todo o sentido para ganharmos força”.António Rodrigues confessou ainda estar surpreendido com os apoios que tem obtido na corrida à presidência da Federação Distrital de Santarém do PS e afirma que está a concorrer contra uma “coligação” entre Nelson Carvalho e Paulo Caldas – “o que me dá mais força e entusiasmo”.Declarando ter apoios em todo o distrito e o apoio dos presidentes da maioria das concelhias, o candidato explicou que só aceitou o desafio devido à “insistência” de um grupo de militantes.E deixou bem sublinhado a “amizade muito forte” que o liga a Nelson Carvalho e acredita que o processo eleitoral não vai alterar essa relação.

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