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Associação fecha e deixa contas por pagar

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ACPCAR funcionava há uma década na Quinta da Feiteira, propriedade do município

A Associação de Criadores e Proprietários de Cavalos do Alto Ribatejo dissolveu-se e denunciou o protocolo que tinha com a Câmara de Abrantes.

Edição de 15.03.2006 | Sociedade
Seis meses depois de terem solicitado à Câmara de Abrantes que lhes desse um voto de confiança, os responsáveis da Associação de Criadores e Proprietários de Cavalos do Alto Ribatejo (ACPCAR) decidiram dissolver a entidade e encerrar a escola de equitação. Deixaram dívidas ao município e uma família abandonada à sua sorte.As coisas não corriam bem há já algum tempo mas nada fazia prever que a Associação de Criadores e Proprietários do Alto Ribatejo fechasse as portas quase secretamente. Ainda hoje há sócios que se dirigem à Quinta da Feiteira, no Rossio ao Sul do Tejo, na convicção de que a associação mantém a sua actividade.O próprio município de Abrantes, proprietário da Quinta da Feiteira, foi apanhado de surpresa com a denúncia do protocolo estabelecido com a associação há cerca de uma década.“Sabíamos que as coisas não andavam bem e até estivemos para denunciar o protocolo no Verão passado”, refere o vereador Manuel Valamatos (PS), justificando essa tomada de posição pelo descontentamento da autarquia em relação à (des)funcionalidade da associação. Na altura, diz o responsável camarário, os dirigentes da ACPCAR solicitaram um voto de confiança por parte do município e, apesar das críticas que se faziam sentir por parte da comunidade – “diziam que a associação era elitista e não servia os seus interesses” – a autarquia foi sensível ao apelo.No final do ano passado, numa reunião com a direcção da ACPCAR, o município solicitou-lhe a apresentação de um plano de actividades em termos do desporto activo e do turismo para os próximos anos. Um mês depois, a 31 de Janeiro, o executivo recebe uma carta da associação onde esta dá conta da sua própria dissolução e denunciando o protocolo com a autarquia.Uma dissolução deliberada na assembleia-geral realizada a 6 de Janeiro. Nessa assembleia ficou ainda decidido o encerramento da escola de equitação e doação de todos os seus bens, nomeadamente o equipamento técnico, ao Centro de Recuperação Infantil de Abrantes.Foi ainda nomeada uma comissão liquidatária, presidida por João Viana Rodrigues, que nos últimos anos foi o presidente da mesa da assembleia-geral da ACPCAR. Um acto que o próprio administrador liquidatário diz não fazer sentido e irá trazer maiores dificuldades quando se concretizar a escritura de dissolução. “Não há activos, nem património, nem credores, por isso não tem de haver comissão liquidatária”, diz Viana Rodrigues. A denúncia do protocolo estabelecido com a Câmara de Abrantes trouxe amargos de boca ao município. A associação tem várias dívidas para com a autarquia, nomeadamente facturas de água e luz.João Cavaco, que até ao Verão passado tinha a presidência da associação, refere que a única dívida que deixou se deve a uma factura de água. “Os serviços municipalizados imputaram-nos mais de 500 euros de consumo de água quando esse consumo se deveu a uma ruptura na conduta, fora da quinta”, justifica.João Cavaco foi um dos que foi apanhado de surpresa relativamente ao encerramento da associação. “Sou sócio mas ninguém me disse nada oficialmente, soube por outros sócios amigos”, refere ao nosso jornal, escusando-se a comentar a actividade da associação depois da sua saída. “Apenas lhe digo que quando saí as coisas estavam bem em termos financeiros. A ACPCAR não é uma associação com fins lucrativos mas o que ganhava com as aulas de equitação e com os eventos dava para pagar as despesas correntes”.Margarida Cabeleira
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