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Cinco anos de ideias

Cinco anos de ideias

Projecto do novo Centro de Dia de Pontével não passa do papel

O presidente do Centro de Dia de Pontével aponta o dedo ao GAT de Salvaterra de Magos por não concluir o projecto do novo centro de dia e à Câmara do Cartaxo por dar pouca atenção aos temas sociais.

Edição de 15.03.2006 | Sociedade
Há cerca de cinco anos que o projecto do novo Centro de Dia de Pontével (Cartaxo) não ata nem desata e as actuais instalações estão longe de satisfazer as necessidades de utentes e pessoal técnico.Em 2003 a direcção do CDP abordou com a Câmara do Cartaxo a possibilidade de fazer o centro de dia e uma creche para facilitar a sua aprovação, mas a ideia foi abandonada.Anteriormente, segundo explica o presidente do CDP, Carlos Rocha da Silva, também o esboço elaborado por um desenhador não passou do papel. Actualmente coloca-se a hipótese de construção na casa Sãozinha, no centro da vila.“O arquitecto do Gabinete de Apoio Técnico (GAT) de Salvaterra detectou anomalias no projecto de arquitectura, na lavandaria, sanitários e a ausência de garagem, mas prometeram refazê-lo para que fosse aprovado e pudesse ser encaminhado para Segurança Social”, explica o líder do CDP. Que recorda que esse compromisso é de Fevereiro de 2004 e até à data não se recebeu qualquer parecer. O MIRANTE apurou que, pelo facto de os GAT estarem em processo de extinção, o gabinete de Salvaterra não tem aceite mais trabalhos desde 2005. No entanto, realizou o estudo prévio do projecto para entregar à Segurança Social antes de o processo passar para a tutela do GAT de Santarém - que havia entregado o projecto ao GAT de Salvaterra por falta de recursos humanos.O director do GAT de Santarém manifestou a O MIRANTE as suas dúvidas de que o projecto do CDP venha a ser concluído. Vítor Melo explica que, em finais de 2004, quando assumiu o cargo, o processo do centro de dia sofreu reformulações à concepção inicial. “Em 2005 tivemos um plano de actividades mas que está limitado devido à reestruturação dos serviços, que limita a nossa margem de manobra. Também chegámos a ter reunião marcada com a Câmara do Cartaxo, que não chegou a realizar-se”, recorda o director do GAT Santarém, que dá apoio técnico aos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Rio Maior e Santarém. O projecto do CDP tem um custo de 25 mil euros e compreende a arquitectura, especialidades e acompanhamento da obra. Carlos Rocha da Silva recorda que o CDP possui património imobiliário que poderá ajudar à concretização de financiamentos bancários. Mas considera imprescindível que o projecto seja aprovado pelo GAT para que a Segurança Social o possa acolher e a instituição se candidate a financiamentos públicos.Carlos Rocha da Silva mostra-se pouco optimista em relação ao futuro. Além de estar parado o projecto no GAT, considera que a Câmara do Cartaxo mostra mais sensibilidade à vertente desportiva e do futebol que às necessidades de cariz social. “Só queremos uma indicação, sim ou não. «Nim» é que não vale de nada”, alerta. O MIRANTE contactou via fax o Centro Distrital de Segurança Social de Santarém para obter mais esclarecimentos mas não obteve resposta até ao fecho desta edição. Ricardo Carreira
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