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Doze dias à espera de guias para as ovelhas

Doze dias à espera de guias para as ovelhas

Proprietário de rebanho de Foros de Salvaterra queixa-se da demora dos serviços de veterinária

A passagem de guias de transporte de ovinos geralmente não demora mais de dois dias.

Edição de 15.03.2006 | Sociedade
O proprietário de um rebanho de ovelhas está há doze dias à espera da emissão de guias de transporte para cinco ovelhas e quatro borregos que tinha vendido. António Joaquim Domingos, de Foros de Salvaterra, concelho de Salvaterra de Magos, não compreende a demora e queixa-se de prejuízos. Os serviços regionais de veterinária reconhecem que o tempo é excessivo, mas justificam o caso com o aumento de trabalho. António Joaquim Domingos dirigiu-se no dia 2 de Março à Associação de Defesa Sanitária (ADS) de Coruche, que tem competências delegadas pela Direcção Geral de Veterinária para executar algumas funções, como a da emissão de guias de transporte de animais. Isto depois de ter vendido ao dono de um rebanho de Lamarosa (Coruche) nove dos 16 ovinos que tem para comer a erva que cresce no terreno adjacente à sua habitação. O proprietário dos animais, enfermeiro reformado, enquanto exibe o passaporte do rebanho onde constam as provas de brucelose feitas aos animais, deslocou-se duas vezes a Coruche, a cerca de 15 quilómetros da localidade onde reside. E todos os dias tem telefonado para a ADS a perguntar quando é que lhe emitem as guias. À medida que o tempo passa os receios de António Joaquim Domingos aumentam, já que na zona existem muitos cães vadios que já mataram dois borregos. “E se acontece alguma coisa aos animais que vendi enquanto estou à espera, de quem é a responsabilidade?”, questiona. Para além disso fala em gastos adicionais. “Durante o tempo em que tive aqui os animais tive que gastar mais dinheiro em alimentação. Todos os dias comem um balde de ração. Uma saca custa 12 euros e chega para cinco dias”, salientou. O director dos serviços regionais de veterinária, Carlos Apolinário, disse a O MIRANTE que normalmente a emissão de guias de transporte de animais demora pouco tempo. “Não era desejável que passasse mais do que dois dias”, admitiu. Carlos Apolinário, depois de contactar a ADS de Coruche, garantiu resolver o problema esta semana, realçando que a ADS de Coruche tem muita actividade, que se agravou com a vacinação dos ovinos contra a doença conhecida por língua azul. É também por causa desta doença que o transporte de ovinos tem regras mais apertadas. Segundo explicou Carlos Apolinário, é necessário que o veterinário da ADS se desloque ao local no momento em que os animais estão a ser carregados e nessa altura é que emite as guias de transporte.Cabe ao veterinário garantir que os animais e o veículo de transporte foram desinsectizados contra o insecto que transmite a doença. Condição imprescindível para que os animais possam circular. Os sintomas desta doença evidenciam-se nas vias respiratórias superiores. Os animais ficam com corrimento nasal, febre elevada e ocorre a congestão das gengivas provocando a congestão e edema da língua. Esta fica com uma tonalidade arroxeada (daí o nome da doença).
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