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Ninguém acredita no fim da maternidade em Vila Franca

Ninguém acredita no fim da maternidade em Vila Franca

Presidente da câmara diz que “encerramento seria um absurdo”

A possibilidade do encerramento da maternidade de Vila Franca de Xira chocou a comunidade. Autarcas, parturientes e populares consideram um absurdo e prometem travar a intenção do Governo.

Edição de 15.03.2006 | Sociedade
A maternidade e as urgências de Obstetrícia devem continuar no Hospital Distrital de Vila Franca de Xira. A expectativa da presidente da Câmara, Maria da Luz Rosinha foi confirmada a O MIRANTE pelo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.António Branco tomou conhecimento do estudo que aponta para o fecho de 10 maternidades pela comunicação social, mas considera que há razões que justificam a continuidade e a melhoria das quatro maternidades existentes na sua área de intervenção: Vila Franca de Xira, Abrantes, Cascais e Torres Vedras.No caso do Hospital de Reynaldo dos Santos, António Branco disse que nunca foi proposto o encerramento e que essa possibilidade nem sequer faz parte do plano de contingência elaborado pelo Ministério da Saúde.A presidente da câmara considera que “seria um absurdo” acabar com a maternidade que serve cinco concelhos e as áreas limítrofes e onde no ano passado nasceram mais de 1300 bebés. “É uma das maternidades com mais partos realizados”, frisa. Maria da Luz Rosinha acrescenta ainda que o novo hospital de Vila Franca contempla uma maternidade para servir uma vasta região onde vivem mais de 250 mil pessoas.“A política de apoio às pessoas não pode ficar condicionada por factores económicos. Nem sequer estou preocupada com a maternidade porque acredito no bom senso dos responsáveis”, disse.A maternidade de Vila Franca recebe parturientes dos concelhos de Benavente, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja e Vila Franca de Xira. Algumas percorrem mais de 30 quilómetros para chegar ao hospital e se a unidade fechar terão de ser encaminhadas para Lisboa ou Santarém. As alternativas apontadas na Capital são as maternidades dos hospitais de São Francisco Xavier, Estefânia e Santa Maria. “Como é que uma mulher pode andar quase uma hora numa ambulância sem correr riscos?”, questiona Maria da Luz Rosinha. Secretário de Estado confirma estudoA Comissão de Saúde Materno e Neonatal propôs ao Governo a concentração de dez maternidades, incluindo Vila Franca de Xira, devido ao reduzido número deespecialistas e de partos realizados. A proposta da Comissão já se encontra no Ministério e irá ser avaliada com brevidade.Para o Ministério da Saúde, a posição da comissão é “uma opinião técnica sem a qual não é possível tomar uma decisão política”. Segundo o secretário de Estado da Saúde, a concentração de maternidades “depende muito” das administrações das instituições em causa.O governante diz que este ano deve já concretizar-se o encerramento de algumas unidades, mas não serão todas encerradas em simultâneo.Francisco Ramos, garantiu no Parlamento que “o Governo decidirá com respeito exclusivamente pelos interesses das mulheres e crianças de todo o país”, tendo como único objectivo “a melhoria da qualidade da assistência durante a gravidez, o parto e o pós-parto” e não tendo como base critérios económicos”.Embora acentuando não existir qualquer decisão, o secretário de Estado defendeu que está comprovado que “as melhorias dos indicadores nesta matéria devem-se à concentração dos partos em hospitais e maternidades de grande dimensão. Nelson Silva Lopes
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