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Novo quartel é velha aspiração

Novo quartel é velha aspiração

Comemoração dos 11 anos dos Bombeiros Voluntários de Alcanede com tema central

Responsáveis dos Bombeiros Voluntários de Alcanede querem avançar com urgência para a construção de um novo quartel.

Edição de 15.03.2006 | Sociedade
Os Bombeiros Voluntários de Alcanede (BVA) comemoraram domingo o seu 11.º aniversário e voltaram a reivindicar um novo quartel. O comandante, Paulo Santos, e o presidente da direcção, Manuel Rosa, reclamam do poder central a construção do novo equipamento para albergar condignamente os 70 elementos e 15 viaturas da corporação.Perante um salão nobre do quartel que se encheu, Manuel Rosa, que tomou posse em Janeiro, disse que já passou tempo a mais. “São muitos anos a viver em casa emprestada em condições pouco dignificantes. Há seis anos que se utiliza a mesma camarata, a lavandaria e a enfermaria funcionam em contentores, as viaturas estão à chuva, sol e geada”, recordou. Manuel Rosa revelou ainda que só a compreensão de alguns fornecedores tem valido à corporação devido aos problemas de tesouraria. O aumento dos combustíveis mas também o atraso no reembolso com despesas respeitantes ao combate a fogos florestais são os principais problemas a esse nível.O chefe de gabinete do governador civil de Santarém, Carlos Catalão, respondeu às solicitações assegurando que 2006 deverá ser um ano de “boas novas” para os BVA. “O governo civil tem a construção do novo quartel na lista de prioridades”, garantiu.Paulo Santos mostrou-se satisfeito com o trabalho feito pelo corpo activo, que tem actuado em Alcanede e Gançaria, mas também noutros pontos do concelho e da região.Apesar das dificuldades, o comandante dos BVA sublinhou a aquisição de um desfibrilhador (para reanimação de pacientes através de choques eléctricos), estando seis bombeiros habilitados a utilizar o equipamento. O comandante dos BVA pediu ainda o respeito dos cidadãos pelos bombeiros voluntários e exigiu o mesmo das forças de segurança e do Instituto Nacional de Emergência Médica “que discrimina quem pede socorro directo aos bombeiros pedindo para se aguardar sete ou oito minutos. Enquanto for comandante a ambulância sai”, avisou.Também o comandante distrital de bombeiros do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Joaquim Chambel, elogiou o trabalho dos BVA no terreno e nas acções de formação e qualificação dos seus elementos. Lançou o repto a Paulo Santos para que esse trabalho seja reforçado e sugeriu que, se cada qual fizer o que lhe compete, os BVA vão dispor do ambicionado quartel.A mesma solidariedade demonstraram nas suas intervenções o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Santarém, Diamantino Duarte, o representante da Liga de Bombeiros Portugueses, Carlos Batista, e o vereador da Câmara de Santarém Mário Santos.As comemorações do 11.º aniversário dos BVA atraíram dezenas de pessoas às ruas da vila. De tarde, as 15 viaturas da corporação desfilaram ruidosamente pelas ruas. Seguiu-se a sessão solene e condecorações de bombeiros com medalhas de cobre, prata e ouro por assiduidade e anos de serviçoDe manhã, houve romagem ao cemitério e homenagem aos elementos do corpo já falecidos, seguido de uma missa por intenção dos bombeiros e da formatura. Ricardo Carreira
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