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Festival do Carrilhão adiado para 2007

Impulsionador do projecto revoltado

O Festival do Carrilhão de Alverca não vai realizar-se este ano por dificuldades económicas. O principal impulsionador do projecto, Alberto Elias, não se conforma.

Edição de 21.03.2006 | Cultura e Lazer
O Festival do Carrilhão, que deveria realizar-se em Maio deste ano na Igreja dos Pastorinhos, em Alverca, foi adiado para 2007 por dificuldades financeiras.O principal impulsionador do projecto, Alberto Elias, não se conforma que a paróquia tenha lutado tanto pelo carrilhão de Alverca para que a estrutura fique agora subaproveitada. “Os sinos não existem para estar presos por um parafuso”, diz Alberto Elias com desalento, explicando que soube pela comunicação social que o festival iria ser adiado para 2007, passando a realizar-se de dois em dois anos.O pai das duas organistas titulares do carrilhão, Ana e Sara Elias, explica que em Outubro contactou a paróquia e disponibilizou-se para voluntariamente apoiar a organização do evento. Alberto Elias queixa-se no entanto que o assunto foi sendo sucessivamente adiado. “Não sei se será uma questão financeira. Pode ser uma atitude política, uma atitude de gestão”, confidencia, sem perceber o que está na origem da decisão.Alberto Elias considera que não faz sentido realizar um festival bienal de carrilhão, quando é tradição na Europa que os concertos deste tipo se realizem com mais regularidade.O impulsionador do projecto sublinha que o carrilhão, que pertence à paróquia de Alverca e que custou meio milhão de euros, foi considerado como sendo um dos melhores do mundo por algumas soluções que apresenta. “Temos posto no carrilhão uma paixão e se assim não fosse as minhas filhas não o tocariam todos os fins de semana”, garante. Alberto Elias assegura que há quem goste de ouvir o segundo maior carrilhão da Europa, e todos os sábados e domingos, às 16h30, se organizam autênticas excursões até à Igreja dos Pastorinhos.Alberto Elias não nega que alguns vizinhos do carrilhão se sintam incomodados com o barulho, mas lembra que é uma questão de falta de hábito e de cultura. “Talvez fosse uma forma dos portugueses começarem a identificar os compositores, como acontece com cidadãos de outros países”, remata.O nosso jornal contactou a paróquia, mas os responsáveis escusaram-se a prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.Ana Santiago

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