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Paulo Simões esteve intransponível

Monsanto e Riachense empataram sem golos, muito por culpa do guarda-redes da casa

O Riachense fica a dever em grande parte ao guarda-redes Paulo Simões o empate conseguido frente ao Monsanto, em jogo disputado, domingo, no Campo Coronel Mário Cunha. Paulo Simões esteve intransponível, com pelo menos quatro defesas impossíveis evitou que os avançados monsantenses violassem a sua baliza.

Edição de 21.03.2006 | Desporto
O guarda-redes do Riachense, Paulo Santos, foi o grande herói do jogo de domingo, entre a equipa local e o Monsanto. O guardião fez uma série de defesas que se revelaram decisivas para a manutenção do empate a zero no final da partida.O Monsanto entrou melhor em campo. Personalizados, os jogadores da equipa do concelho de Alcanena entraram em campo dispostos a lutar pela vitória e nada melhor do que fazê-lo virados para o ataque. Mas curiosamente foi o Riachense que primeiro esteve perto de marcar. Aos sete minutos, dentro da área, o possante avançado Dino trabalhou bem a bola e rodopiou rematando de primeira. Valeu então a atenção do guarda-redes Nuno Martins, que defendeu bem.Mas era o Monsanto que jogava melhor. Defendia bem e contra atacava ainda melhor. Aos 12 minutos, Moleiro colocou bem a bola nas costas da defensiva de Riachos, e Catita entrou pelo meio dos centrais e ficou isolado frente a Paulo Simões que com uma mancha perfeita evitou um golo que já parecia certo. Lutava-se então muito a meio campo, mas a equipa comandada por Arsénio Fazenda era indiscutivelmente a mais perigosa e, à passagem da meia hora, foi a vez de Catita colocar a bola em corrida pelo meio dos centrais do Riachense, Moleiro isolou-se e perante a saída de Paulo Simões, tentou um chapéu, mas foi muito bem contrariado pelo guarda-redes que conseguiu defender com categoria.O Riachense defendia melhor e tentava sem grande êxito chegar com perigo à baliza de Nuno Martins. E foi mesmo o Monsanto que, aos 38 minutos, esteve de novo à beira de marcar. Moleiro entrou isolado pela direita e já dentro da área rematou forte e cruzado, mais uma vez, para uma excelente defesa de Paulo Simões. O empate com que se chegou ao intervalo era lisonjeiro para o Riachense, mas premiava a excelente exibição de Paulo Simões, e penalizava a imperícia dos atacantes do Monsanto. Para a segunda parte, os dois treinadores não mexeram nas suas equipas, e o jogo continuou muito equilibrado. As oportunidades de golo foram mais raras, as defensivas estiveram quase sempre melhor do que os ataques. Mas a emoção manteve-se até ao apito final.A exemplo do que aconteceu na primeira parte, foi o Riachense que primeiro esteve perto de marcar. Aos 55 minutos após um cruzamento da esquerda, executado por André, o pequeno Tiago Vieira apareceu a cabecear a bola, que foi embater na barra da baliza de Nuno Martins.A partir de então o equilíbrio voltou ao jogo. Os treinadores começaram a mexer nas equipas, mas ninguém conseguia desequilibrar. A luta a meio campo era intensa e notava-se claramente que se estava a disputar um derbi, registando-se algumas jogadas demasiado duras, que umas vezes foram penalizadas disciplinarmente outras não.Mas foi sempre o Monsanto que esteve mais perto da vitória, e a última grande oportunidade aconteceu aos 87 minutos, quando João Magalhães entrou bem pela esquerda e já de ângulo apertado atirou para a baliza. A bola sobrevoou Paulo Simões e foi embater na barra da sua baliza.Foi o canto do cisne. Pouco depois o árbitro deu o jogo por terminado, com um empate que foi mais festejado pelos de Riachos, do que pelo Monsanto, que indiscutivelmente esteve muito mais perto da vitória do que o seu adversário.O árbitro José Figueiredo esteve bem tecnicamente, mas disciplinarmente deixou muito a desejar. Perdoou alguns cartões por entradas que roçaram a violência.

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