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Terrível Manuel Serra D’Aire

Edição de 22.03.2006 | E-mails do outro mundo
Não esperava uma coisa dessas da tua pessoa. Que não tenhas gostado de ver uma fotografia com meia dúzia de magarefes em pelota a ilustrar o meu último e-mail ainda vá que não vá. É perfeitamente compreensível atendendo ao teu cadastro marialva. Mas que depois gastes metade do teu tempo de antena a falar do Jorge Lacão, que, sem ofensa, é tão sensual como um saco de cimento, não percebo…A inocente fotografia que foi publicada deve ser vista como uma singela homenagem às mulheres – ou pelo menos às que gostam de homens - que comemoravam o seu Dia Internacional. E, sem qualquer hipocrisia, há que incentivar as fêmeas a pugnarem pela igualdade. Um dia por ano para andarem juntas na borga é pouco. Muito pouco. Elas merecem pelo menos um dia por semana para irem jantar fora com as amigas e andarem na galhofa, como tanto gostam.Pode à primeira vista parecer estranho, mas só teríamos a ganhar. Seria o dia de descanso para os homens que, depois de seis dias de provações, tal como o Criador, teriam direito ao seu merecido descanso livrando-se das mulheres durante um abençoado serão semanal. Elas na rambóia e a gente a fazer o mesmo sem termos de arranjar desculpas esfarrapadas e sem corrermos o risco de irmos ressonar para o sofá. Isso é que é paridade e não o que anda para aí o Governo a apregoar. Já viste o que seriam as listas de candidatos às eleições com metade dos elementos sendo mulheres. Não tardaria muito e teríamos a maior parte da nossa classe política a usar saias e assoberbada por reuniões, jantares, inaugurações, cerimónias oficiais. É tudo muito bonito, mas depois quem cuidava da cozinha e dos filhos dessas senhoras políticas? É lógico que ia sobrar para nós! Pelas estatísticas, metade dos homens portugueses passavam a ter uma política ou uma autarca em casa (livra!!!). Lá se iam as noitadas de batota com os amigos, o futebol e outras actividades lúdicas que tanto apreciamos. Portanto, o senhor Lacão e companhia que brinquem com o fogo mas não abusem… Porque podem ser os primeiros a queimar-se com essa história da paridade.Descortinador Manuel, na semana passada fui registar toda a passarada que lá tinha em casa. Nem os patos congelados que estão na arca escaparam. Assim cumpri o meu dever perante o país e fico com a consciência tranquila. Se o meu melro espirrar e matar metade da vizinhança, não podem dizer que o fez à traição ou a coberto do anonimato. E se por acaso for abatido, sempre posso pedir uma indemnização.E tu? Já foste à junta de freguesia registar o teu periquito por causa da gripe das aves? Se não o fizeste põe-te a pau. A não ser que resolvas desfazer-te dele, como fez aquele pacato morador da Golegã com os patos reais que tinha no quintal. Agora as aves andam felizes da vida a nadar na alverca e os assustadiços vizinhos assustados que tanto apoquentaram o homem já podem dormir descansados. Não vão com certeza morrer por causa do vírus H5N1, mas da estupidez natural de que padecem nem o Prémio Nobel da Medicina os vai conseguir curar.Um abraço engripado do Serafim das Neves

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