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“O Futuro da União Europeia – como redefinir o projecto europeu” na Escola Superior de Gestão de Santarém
Edição de 22.03.2006 | Economia
A crise económica que atravessa a União Europeia (UE) originou uma crise política que tem feito com que os cidadãos não tenham tido os proveitos que esperavam.A opinião foi manifestada pela especialista em assuntos europeus, Isabel Meirelles, durante a conferência “O Futuro da União Europeia – como redefinir o projecto europeu”, organizada quinta-feira pela Escola Superior de Gestão de Santarém.A UE sempre cresceu com base na economia, que hoje cresce menos. Questões como os critérios de convergência e a definição das taxas de juro pelo Banco Central Europeu não podem, segundo Isabel Meirelles, ser iguais para países com necessidades diferentes, como Portugal ou a Finlândia. “Tem-se assistido a fenómenos de nacionalismo económico do salve-se quem puder. O alargamento da UE a mais dez países não tem sido brilhante. E há que ter a coragem política para se esperar antes da adesão prevista de países como a Bulgária, Roménia e, especialmente, a Turquia”, defendeu a também docente universitária.Foi a insatisfação geral das pessoas, sustenta Isabel Meirelles, que deu origem aos “chumbos” dos referendos ao tratado da nova Constituição Europeia em França, devido a questões de política agrícola comum, e na Holanda, por se considerar demasiado elevada a contribuição financeira para o “bolo” europeu.“O tratado constitucional está ligado à máquina mas não acredito que voltemos à situação de soberanias nacionais e de uma zona comum apenas para fins comerciais”, augurou Isabel Meirelles.A oradora sustentou que se deve reforçar o investimento na investigação e desenvolvimento, reforçar a justiça e os assuntos internos, “porque só o medo dos ataques terroristas tem unido os europeus em torno da segurança”.Por seu turno a representante da Comissão Europeia em Portugal faz um balanço positivo de 20 anos da adesão portuguesa à Comunidade Europeia e UE, cujas comemorações se vão estender até final de 2007.“É um balanço positivo da coesão económica e social da União Europeia, com os fundos de coesão. Em Portugal o Produto Interno Bruto (PIB) per capita cresceu de 54 por cento da média comunitária em 1986 para 68 por cento em 2003”, exemplificou Jacqueline Soulier. Com a adesão de Portugal, referiu, a Europa ficou mais forte e reforçou a sua vocação mediterrânica e atlântica e a ligação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).Jacqueline Soulier revelou que os próximos desafios da Comissão Europeia no âmbito da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e o Emprego passam por reforçar as políticas de emprego e investir no ensino superior até ao valor de dois por cento do PIB dos diversos países até 2010, face aos 1,25 por cento actuais.A realização obrigatória de estágios profissionais e de formação para jovens, no máximo até seis meses após a conclusão dos cursos, e o incentivo à continuação da vida profissional, mesmo após a reforma, estão também entre os planos da Comissão Europeia.A par do reforço do ensino das línguas estrangeiras e da matemática e do reforço dos investimentos em energias limpas e renováveis nos países membros.Jacqueline Soulier reconheceu que um dos aspectos a rever pela Comissão é a melhoria da comunicação aos cidadãos europeus acerca do funcionamento da União Europeia e a forma como podem aceder mais facilmente à informação.Nesse sentido foi lançado em 1 de Fevereiro o Livro Branco da UE o qual os cidadãos podem consultar e exprimir as suas opiniões a responsáveis políticos até final de Julho. Através do endereço electrónico http://europa.eu.int/comm/communication_white_paper/index_en.htm.Os centros locais Europe Direct, como o que foi criado na Escola Superior de Gestão de Santarém, também constitui uma boa forma de aceder a informação da UE. Em http://europedirect.esgs.pt , pelo e-mail [email protected] ou pelos telefone 243 322 427 e 00 800678 910 11 (gratuito).
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