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Tem faltado visão e estratégia a Santarém

Edição de 22.03.2006 | Entrevista
Santarém comemorou domingo o dia da cidade. Qual era a prenda ideal para lhe dar?Gostava que os diversos responsáveis de intervenção política tivessem a possibilidade de se articular na procura da qualidade de vida que os cidadãos de Santarém necessitam.Como é que se chega a essa qualidade de vida?Era sentirmos ao nível de uma câmara que nos representa essa vontade política. E fazer uma auscultação séria, bairro a bairro, para saber quais os sentimentos e os valores mais significativos para as pessoas.Acha que a candidatura de Santarém a património mundial era um dos projectos que a população queria? Acho que isso nunca foi explicado suficientemente à população…Na sua opinião houve precipitação ao avançar-se com o processo?Sim, absolutamente. E nunca apoiei essa decisão. Só poderíamos ganhar se encontrássemos aqui um trabalho de classificação que fosse diferente de tudo. Não porque tenhamos gótico. A Europa está cheia. Não porque tenhamos panorâmicas. A Europa também está cheia de coisas fantásticas. E nós não temos coisas tão ou mais fantásticas.Foi um desperdício de meios?No quantitativo talvez tenha sido exagerado, mas a nível de trabalho de investigação claro que não. Em Portugal a cidade merece o título de capital do gótico?Se as pessoas querem dar títulos à cidade, se isso é uma necessidade…Partilha a ideia da perda de influência de Santarém no contexto regional e nacional?Santarém perdeu bastante do peso há algum tempo já. Se calhar por diversas razões. Os maiores poderes autárquicos que foram bem utilizados por outros municípios fizeram com que aquilo que era a capital distrital deixasse de ser a primeira cidade para passar a ser uma entre outras. Ficou-lhe quase só a sua localização em altitude e o seu património histórico. O que tem faltado?Acho que houve falta de visão para o tempo que se vivia e, consequentemente, falta de estratégia. E se calhar, talvez por uma política excessivamente local, ou focalizada excessivamente para a cidade, perderam-se algumas oportunidades. Mas hoje há uma juventude muito atenta e mais interveniente. Uma juventude que vindo também de fora traz uma dinâmica e um novo estar. Sinto que começa a haver uma procura de Santarém que a pouco e pouco está a poder renovar-se. Acredito que o próximo tempo vai ser muito positivo.

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