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PT transforma clientes em inimigos

Edição de 22.03.2006 | O Mirante dos Leitores
Venho agradecer publicamente à PT Comunicações a oportunidade que me foi concedida de mudar de operador, sem constrangimentos ou remorsos. Os factos que de seguida descrevo parecem retirados de um qualquer romance de Kafka, oscilando entre o grotesco e o absurdo. Infelizmente são reais e demonstram as práticas surrealistas duma empresa que durante anos gozou de uma posição de monopólio, apática e perdida perante o aparecimento da concorrência.No final de Janeiro, depois de abordado na minha moradia por dois Gestores Comerciais da PT, que me informaram estar já disponível na zona o serviço de banda larga (ADSL), decidi aderir. Sendo já cliente da PT foi-me dito que teria apenas de mandar desactivar a linha RDIS que utilizava, para que o novo serviço fosse instalado. Estávamos a 25 de Janeiro.Logo após a formalização do novo contrato envio fax à PT a pedir o cancelamento da linha telefónica. Não foi fácil. O pedido extraviou-se e tive que fazer um segundo. Os dois ou três dias transformaram-se em três semanas. Mas a linha acabou por ser desactivada. Foi a minha primeira vitória. E a última.As complicações apenas tinham começado. Dias depois até conseguiram encontrar uma dívida referente ao telefone da minha anterior residência, da qual saí há quatro anos, no valor de 10,53 Euros. Não tinha tempo a perder. Liquidei a importância de imediato sem sequer questionar a legitimidade da dívida. Uma funcionária da empresa, Anabela Santos, chegou a comunicar-me que deveria ser um erro, pois o sistema não tinha qualquer registo de dívidas. E eu privado de telefone uma vez que a linha que utilizava tinha sido desactivada.O pior estava para suceder. Dia 2 de Março após uma série de telefonemas recebo a notícia através da gestora comercial Sara Oliveira. O meu problema não tinha solução devido à impossibilidade técnica de instalação do serviço ADSL. Ou seja, a PT mandara técnicos comerciais vender-me um produto que não poderia disponibilizar naquela zona.Acabou assim a minha relação com a PT. Treze anos, três números de telefone, dois filhos, três casas diferentes. Sempre fiel! Para quê? A PT perde um cliente mas ganha um feroz opositor, um espinho na garganta, um ódio de estimação, um não prescritor, um melga.Já escrevi ao Engº. Belmiro de Azevedo a felicitá-lo pela coragem e ousadia de ter lançado a OPA sobre a PT, uma empresa decadente que alicia clientes a mudarem para a concorrência. Que os afasta irremediável e inexoravelmente. Que os maltrata e converte em inimigos. E avisei-o: “Apesar do péssimo negócio que está em vias de concretizar, tenho alguma esperança que transporte para a PT a energia e competência que tanto escasseiam naquela empresa. Desejo-lhe boa sorte na espinhosa missão que irá enfrentar. Tenho poucas esperanças que leia esta missiva e menos ainda que responda. Porém sentir-me-ia mal com a minha consciência se não o alertasse para os riscos que corre”.Luis M.R.Bento –A-de-Freire

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