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Associação corta cordão

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Iniciativa em Santarém pela defesa do património gera polémica

Maria Emília Pacheco não reconhece competência às restantes associações na área da defesa do património. E acusa-as de se moverem por interesses politico-partidários.

Edição de 22.03.2006 | Sociedade
A Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém (AEDPHCS) rejeitou aliar-se às quatro associações de Santarém que vão realizar um cordão humano no dia 28 de Março. Uma iniciativa que assinala o Dia Nacional dos Centros Históricos e pretende chamar a atenção para a necessidade de preservação da zona antiga da cidade. Em comunicado, a presidente da Associação de Estudo e Defesa do Património, Maria Emília Pacheco, não poupou na adjectivação para criticar a iniciativa. E, mesmo antes de ser tornada pública a realização do evento, afirmou que “não se revê, não legitima nem reconhece competência” a essas entidades na área da defesa do património. Os alvos das críticas são a Associação Comercial e Empresarial de Santarém, a Associação Escalabitana de Proprietários, a Associação de Moradores do Centro Histórico e o Movimento de Cidadãos Santarém 21. Organizações que Emília Pacheco classifica como “movimentos oportunistas e despudoradamente concertados, ao serviço de interesses pontuais e pessoais, designadamente de carácter político-partidário”.Essa posição apanhou de surpresa os responsáveis das entidades envolvidas na organização do cordão humano. Luís Romão, membro do Movimento Santarém 21 e também sócio da Associação de Defesa do Património, confrontado com o teor das acusações, respondeu à letra: “Lamento novamente que a senhora esteja fora do contexto, que não se junte aos cidadãos e que fique na sua concha”.Luís Romão refuta ainda as acusações de que por detrás da organização do cordão humano estarão interesses político-partidários, designadamente associados à actual gestão camarária. “Quando as coisas não lhe convêm essa é a frase tipo que usa”, diz o elemento do Santarém 21, acrescentando que Maria Emília Pacheco “vive em permanente conflito” e teve quezílias com todos os presidentes de câmara desde que é líder da associação, há cerca de uma dúzia de anos.Iniciativa aberta à comunidadeO cordão humano a realizar no Largo do Seminário pelas 13h00 de terça-feira, 28 de Março, decorre à margem do programa oficial das comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses, que este ano se realiza em Santarém, por iniciativa da Associação de Municípios Portugueses com Centro Histórico, actualmente presidida por Francisco Moita Flores.As entidades promotoras convidam todos os interessados a juntarem-se à iniciativa, que é seguida pela deposição de uma coroa de flores no busto de Alexandre Herculano, junto ao mercado municipal, às 13h15.A organização dirigiu convites a algumas personalidades da cidade para se associarem ao programa, como Joaquim Veríssimo Serrão, Pedro Canavarro, Joaquim Martinho da Silva e Martinho Vicente Rodrigues.
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